Resumo
Declaração do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, aponta que um possível reajuste da tarifa do metrô será analisado com cautela e discutido com a Prefeitura.
Investimentos e metas de expansão do metrô paulista foram detalhados durante o Balanço de Gestão de 2025, com destaque para os mais de 30 quilômetros de linhas atualmente em obras.
Modelos de financiamento, como parcerias público-privadas e concessões conjugadas com construção, foram apresentados como alternativas ao orçamento público para custear obras de alto valor, com exemplos de linhas operadas diretamente pelo Estado e outras sob responsabilidade da iniciativa privada, mantendo a necessidade de aporte de recursos públicos para viabilizar os projetos.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quinta-feira (18) que um eventual reajuste da tarifa do metrô deverá ser analisado com cautela e discutido com a Prefeitura, mesmo que seja aplicado apenas o índice da inflação. Segundo ele, ainda que houvesse a recomposição inflacionária neste ano, o Estado teria de manter um subsídio estimado em cerca de R$ 5 bilhões para garantir a operação do transporte público. A declaração foi feita durante o Balanço de Gestão de 2025. A tarifa atual é de R$ 5,20.
Ao tratar da política tarifária, Tarcísio destacou que não há decisão tomada e que o tema ainda será estudado. “Mesmo fazendo isso, você mantém o aporte alto. Não tem nada concluído ainda, mas nós vamos sentar com o prefeito para discutir”, disse.
Durante o evento, o governador também fez um balanço dos investimentos e projeções para a expansão do metrô paulista. Ele lembrou que, em mais de 50 anos de história, o sistema conta atualmente com 104 quilômetros de linhas em operação. Segundo Tarcísio, o cenário mudou nos últimos anos, com mais de 30 quilômetros de linhas atualmente em obras.
A meta do governo, de acordo com o governador, é ampliar significativamente a malha metroviária ao longo do mandato. “Em quatro anos, a gente vai aumentar bastante a quantidade de quilômetros disponíveis”, afirmou. Ele também adiantou que novas entregas estão previstas a partir de 2026, com avanços contínuos em 2027, 2028 e 2029.
Tarcísio ressaltou que a expansão do metrô exige diferentes modelos de financiamento, devido ao alto custo das obras. Segundo ele, cada quilômetro de linha pode custar entre R$ 1,2 bilhão e R$ 1,5 bilhão, a depender das condições geológicas e da complexidade do projeto. “O orçamento público não dá conta sozinho de investimentos tão pesados”, afirmou.
Nesse contexto, o governador explicou que o Estado tem adotado uma combinação de obras públicas e parcerias com a iniciativa privada. Como exemplos, citou a Linha 2-Verde, além dos projetos das futuras Linhas 19 e 20, como empreendimentos tocados diretamente pelo poder público. Já modelos de parceria público-privada são usados em projetos como a Linha 6-Laranja e devem ser aplicados nas Linhas 14 e 16.
Ele também mencionou a possibilidade de concessões conjugadas com construção, nas quais uma empresa privada assume a operação de uma linha já rentável e, em contrapartida, fica responsável pela construção de uma nova linha. No entanto, Tarcísio reconheceu que, mesmo nesses casos, o Estado precisa aportar recursos para garantir a viabilidade financeira dos projetos.
“O Estado tem que entrar também aportando dinheiro. Se o valor presente líquido não for positivo, o projeto não se sustenta”, explicou.
Ao final, o governador reforçou que o governo estadual seguirá buscando diferentes modelos para viabilizar a expansão do metrô, ao mesmo tempo em que discute alternativas para manter o sistema funcionando sem comprometer o equilíbrio financeiro, especialmente diante do debate sobre a tarifa.
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