A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, classifica a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil como a maior entrega do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a classe média em todos os seus mandatos.
A declaração foi feita em uma para a BandNews TV, na qual ela também comentou sua ausência no evento de sanção da nova tabela, nesta quarta-feira (26).
Tebet justificou sua falta na cerimônia por estar retornando de uma viagem ao Suriname, onde representou o Brasil na comemoração dos 50 anos de independência do país vizinho, além de estar finalizando um decreto do relatório bimestral de contas do governo. Apesar da ausência física, a ministra afirmou ter acompanhado o ato pelo YouTube, ressaltando a grande emoção com a medida.
“Para a classe média, de todos os mandatos do presidente Lula, a maior entrega, o maior presente, o maior ganho, é, sem dúvida nenhuma, a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até 5 mil [reais] e essa diferença a menor para quem ganha até 7 mil, 300 e 50 reais”
Tebet destaca que a isenção do IR é um ato de justiça tributária. Ela defende que a classe média, que "carrega o Brasil nas costas" junto com empresários e setores do agronegócio e agricultura familiar, é frequentemente prejudicada no sistema tributário.
Ela contrapõe que, enquanto a população mais rica e super-rica recebe as maiores renúncias fiscais, a população mais simples é o foco das políticas públicas no orçamento, como escolas, saúde e programas sociais.
Impacto na Economia
A ministra acredita que a medida não apenas corrige injustiças, mas também impulsiona a economia. O valor que a classe média deixa de pagar em impostos será "jogado no mercado", segundo a ministra.
“A classe média está ganhando e vai 'doar', porque ela vai jogar tudo no mercado, ela vai jogar tudo na economia brasileira. Então, a economia brasileira vai crescer o ano que vem, vai gerar mais emprego, mais renda, o comércio vai vender, prestadores de serviços... É a economia girando nessa distribuição.”
Para Tebet, esse movimento é "quase como um décimo quarto salário" para quem ganha até R$ 5 mil, gerando um ciclo virtuoso de crescimento, geração de emprego e aumento da renda.
A ministra também sublinha que o aumento do salário mínimo acima da inflação é a maior entrega de Lula para a população mais pobre, complementando o conjunto de medidas voltadas para a distribuição de renda e crescimento econômico.
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