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Terra terá segunda lua até pelo menos 2083; conheça o 2025 PN7

Este objeto, que se junta a um grupo raro de rochas espaciais, é considerado minúsculo para padrões cósmicos

Da redação
DA REDAÇÃO

31/10/2025 • 12:02 • Atualizado em 31/10/2025 • 12:02

Lua

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Pexels

A Terra tem um novo e intrigante companheiro cósmico. Descoberto recentemente e apelidado de "quase-lua", o asteroide 2025 PN7 foi confirmado pela NASA como um objeto que orbita o Sol em uma trajetória quase síncrona com o nosso planeta, funcionando como uma espécie de parceiro de viagem. Segundo simulações, este objeto permanecerá como um "quase-satélite" da Terra até, pelo menos, o ano de 2083.

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Este objeto, que se junta a um grupo raro de rochas espaciais, é considerado minúsculo para padrões cósmicos, com estimativas de tamanho variando entre 18 a 36 metros de largura.

Apesar de não estar gravitacionalmente ligado à Terra como a nossa Lua, o 2025 PN7 está envolvido em uma ressonância de movimento médio de 1:1 com o nosso planeta, o que o mantém em nossa vizinhança estendida, rastreando um padrão que se assemelha a um "oito" no céu.

Objeto pode não ser natural

A descoberta gerou um debate na comunidade científica sobre a verdadeira natureza do 2025 PN7. Um artigo científico, assinado por Adam Hibberd e pelo renomado astrônomo Abraham Loeb, do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica, levanta a hipótese de que o objeto pode não ser natural. Os pesquisadores sugerem a possibilidade de que o 2025 PN7 seja, na verdade, o estágio superior Blok-L da missão russa fracassada Zond 1 a Vênus, lançada em 1964.

Esta teoria da origem tecnológica baseia-se em comparações com outro objeto, o 2020 SO, que foi inicialmente classificado como asteroide, mas que a NASA confirmou ser o estágio superior do foguete Centaur da missão Surveyor 2, de 1966. Os pesquisadores de Harvard indicam que medições espectroscópicas do 2025 PN7 seriam cruciais para revelar sua composição de superfície e, assim, testar se sua origem é, de fato, artificial.

Independentemente de ser uma rocha espacial natural ou um fragmento de uma missão espacial da era soviética, o 2025 PN7 oferece uma oportunidade valiosa para a ciência. Objetos como este, que permanecem estáveis por longos períodos, são considerados excelentes laboratórios naturais para o estudo da dinâmica orbital e aprimoramento de modelos de asteroides próximos à Terra. Sua proximidade prolongada também os torna potenciais alvos para futuras missões espaciais de coleta de amostras.