
Terremoto causa danos e deixa feridos na região de Nápoles
REUTERS/Salvatore Laporta
Um terremoto de magnitude 4,7 atingiu a região vulcânica de Campi Flegrei, a oeste de Nápoles, na Itália. Segundo autoridades locais, 26 pessoas ficaram feridas, houve danos a imóveis e cerca de 300 pessoas tiveram que deixar suas casas. O tremor foi descrito por especialistas como o mais forte na região em cerca de 40 anos.
Segundo o Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia (INGV), o abalo ocorreu na noite de sexta-feira (31), a três quilômetros de profundidade. A região, que abriga a maior caldeira vulcânica da Europa, continuou sendo sacudida por réplicas durante a madrugada e a manhã de sábado (1º), incluindo um abalo de magnitude 3,8.
Os tremores foram sentidos principalmente nos municípios próximos aos Campos Flégreos, mas também em Nápoles e nas ilhas de Ischia e Procida. Muitos moradores passaram a noite ao ar livre por medo de novos abalos, enquanto foram registradas interrupções no fornecimento de energia em algumas áreas.
"O terremoto é o mais forte ocorrido nos Campos Flégreos nos últimos 40 anos", afirmou Lorenzo Benedetto, presidente da Ordem dos Geólogos da Campânia. O ministro da Proteção Civil da Itália, Nello Musumeci, alertou que a atividade vulcânica ainda não terminou e pediu cautela à população.
Desabamentos e deslizamento de terra
De acordo com a Defesa Civil, 26 pessoas ficaram feridas, das quais cinco precisaram ser hospitalizadas. O terremoto também provocou o desabamento de diversos edifícios desocupados e deslizamentos de terra.
A cidade costeira de Pozzuoli foi uma das mais afetadas. Quedas de partes de fachadas e de estruturas de alvenaria causaram danos, enquanto encostas rochosas cederam em alguns pontos. Segundo a agência Ansa, a maior parte dos estragos e todos os desalojados estão concentrados no município.
Os Campos Flégreos vêm registrando frequentes enxames sísmicos nos últimos anos, intercalados por tremores mais fortes. Cientistas atribuem o fenômeno ao chamado bradissismo, processo em que a pressão subterrânea provoca a lenta elevação e subsidência do solo.
O aumento da atividade sísmica levou o governo italiano a aprovar, no ano passado, novas medidas de emergência e planos de evacuação para as centenas de milhares de pessoas que vivem na área.
Com DW
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