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Buscas por teste de dengue superam as de Covid-19 no Brasil em 2025

Com o avanço da vacinação e aumento de casos, brasileiros recorrem ao Google para entender sintomas e elegibilidade para o imunizante contra a dengue

Bárbara Fava
BÁRBARA FAVA

01/05/2025 • 16:42 • Atualizado em 01/05/2025 • 16:42

Vacina contra a dengue

Vacina contra a dengue

Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Dengue em alta: buscas por testes superam as de Covid-19

Desde meados de 2025, as pesquisas por "teste de dengue" no Google ultrapassaram as por "teste de Covid-19" no Brasil, conforme dados da Sala Digital, parceria da Band com o Google. Esse fenômeno já havia sido observado entre março e junho de 2024, refletindo a crescente preocupação da população com a doença. O aumento das buscas coincide com a escalada de casos e a implementação da vacinação contra a dengue no país.

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Quais são os sintomas da dengue?

A pergunta mais frequente no Google Brasil em 2025 sobre a doença é: "Quais são os sintomas da dengue?". Segundo o Ministério da Saúde, os principais sintomas incluem:

  • Febre alta (acima de 38°C)
  • Dor de cabeça intensa, especialmente atrás dos olhos
  • Dores musculares e nas articulações
  • Mal-estar e prostração
  • Náuseas e vômitos
  • Manchas vermelhas na pele
  • Dor abdominal intensa e contínua
  • Sangramentos de mucosas, como gengivas ou nariz

É importante destacar que nem todos os casos apresentam todos esses sintomas, e a infecção pode variar de leve a grave. Em casos de suspeita, é fundamental procurar atendimento médico para diagnóstico e tratamento adequados.

Vacina contra a dengue: quem pode tomar?

Outra dúvida recorrente entre brasileiros e que lidera o ranking de perguntas sobre vacina da dengue em 2025 é: "Vacina da dengue, quem pode tomar?". A vacina Qdenga, incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) em dezembro de 2023, está sendo aplicada desde fevereiro de 2024. Ela é indicada para pessoas de 4 a 60 anos de idade, independentemente de infecção prévia pelo vírus da dengue. O esquema vacinal consiste em duas doses, com intervalo mínimo de três meses entre elas.

Inicialmente, a vacinação está sendo priorizada para adolescentes de 10 a 14 anos que residem em áreas com alta incidência da doença. A escolha desse grupo se deve à capacidade limitada de produção do imunizante e à necessidade de controlar surtos em regiões mais afetadas. Pessoas que já tiveram dengue podem receber a vacina, desde que respeitem um intervalo de seis meses após a infecção. No entanto, a vacina é contraindicada para:

  • Crianças menores de 4 anos
  • Idosos com 60 anos ou mais
  • Gestantes e lactantes
  • Pessoas com imunodeficiência ou alergia aos componentes da vacina

Prevenção continua sendo essencial

Apesar da disponibilidade da vacina, a prevenção da dengue ainda depende, majoritariamente, do combate ao mosquito Aedes aegypti. Medidas como eliminar água parada, utilizar repelentes e instalar telas em janelas são fundamentais para reduzir a proliferação do vetor. A participação ativa da população e o apoio às ações dos agentes de saúde são cruciais para o controle da doença.

Com o aumento dos casos e a ampliação da vacinação, é essencial que a população esteja bem informada sobre os sintomas da dengue e as diretrizes para imunização. A busca por informações confiáveis e a adoção de medidas preventivas são passos importantes na luta contra a doença.

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