
Supercélula provocou tornado no Paraná
Divulgação/Defesa Civil
Resumo
Tornado no Paraná: O tornado que ocorreu no Paraná, deixando cinco mortos e mais de 432 feridos, foi gerado por uma supercélula. O fenômeno afetou também estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Bahia com ventos e chuvas fortes.
Danos e impactos: Iniciado na tarde de sexta-feira, o tornado atingiu Rio Bonito do Iguaçu, causando tombamentos de carros, quedas de árvores e a destruição de casas de alvenaria. A tempestade, intensa e severa, foi classificada como uma supercélula.
Intensidade do tornado: Classificado inicialmente como F2 na escala Fujita, com ventos de 180 a 250 km/h, há investigações sobre a possibilidade de os ventos terem alcançado velocidades de um tornado F3, que varia de 250 a 330 km/h.
O tornado que deixou ao menos cinco mortos e mais de 432 feridos no Paraná, nesta sexta-feira (7) foi formado por uma supercélula, informou o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Estado (Simepar). Esse é um tipo especial de tempestade que pode durar até 6 horas e percorrer centenas de quilômetros. Além do Paraná, estados como o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Bahia registraram estragos pelos fortes ventos e chuvas.
Temporais severos foram registrados nas regiões oeste, sudoeste e centro-sul do Paraná a partir da tarde de sexta. No final da tarde, uma dessas tempestades, classificada como supercélula, gerou um tornado sobre o município de Rio Bonito do Iguaçu. A formação provocou tombamentos de carros, quedas de árvores e também destruiu por completo casas de alvenaria.
Na escala Fujita, que determina a intensidade dos tornados, a tempestade foi classificada como um F2, quando são registrados ventos entre até 180 a 250 km/h. O Simepar investiga a possibilidade das rajadas terem ultrapassado tal velocidade em algumas regiões da cidade, o que o elevaria a um F3 (entre 250 e 330 km/h).
O que provoca a formação de uma supercélula?
O Simepar exlica que supercélulas são tempestades severas que se formam em um ambiente com forte instabilidade e intenso cisalhamento vertical do vento (diferença na velocidade do vento em diferentes níveis da troposfera).
Diferente das tempestades comuns, as supercélulas possuem uma corrente ascendente de ar em rotação, conhecida como mesociclone, que gira dentro da nuvem, geralmente nos níveis médios da atmosfera.
As supercélulas podem provocar diferentes fenômenos meteorológicos de grande impacto, como tornados, granizo de grande tamanho, rajadas de vento muito fortes em superfície e até mesmo downbursts ou microexplosões (ventos intensos que descendem da nuvem de tempestade), além de intensa atividade elétrica.
Com informações da Agência Estado
Fique bem informado!
Receba gratuitamente as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail
Escolha quais newsletters quer receber

