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Trabalho remoto: interesse por vagas dispara em 2025

Brasil é o oitavo país em buscas sobre home office nos últimos três meses

Da redação
DA REDAÇÃO

06/11/2025 • 19:09 • Atualizado em 06/11/2025 • 19:09

Home Office

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Pixabay

Resumo

O brasileiro que sonha em trabalhar de casa assiste cada vez mais empresas exigirem o retorno ao presencial. Nesta quinta-feira (6), foi a vez do Nubank, plataforma de serviços que nasceu no digital, anunciar o fim do modelo de trabalho remoto e a adoção de um regime híbrido.

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Com a oferta de vagas totalmente remotas diminuindo, o brasileiro tem buscado mais na internet. De acordo com levantamento da Sala Digital, parceria entre a Band e o Google, o Brasil é o 8º país em interesse de busca por home office nos últimos três meses.

Além disso, o índice de buscas por vagas remotas está no maior patamar anual da série histórica do Google Trends, iniciada em 2004. O interesse mais do que triplicou desde 2020.

Argumentos a favor do trabalho presencial

Em carta aos funcionários, o CEO do Nubank, David Vélez, afirmou que a decisão foi tomada considerando os “custos invisíveis” do trabalho remoto. Variações desse termo surgiram em discursos de outras companhias que anunciaram o endurecimento de suas regras de home office, como a gigante Amazon.

Os defensores dos modelos menos flexíveis acreditam que as interações casuais no escritório ajudam a difundir conhecimento, conectar equipes e alinhar os funcionários aos valores da empresa. Além disso, o objetivo é acelerar o processo de inovação e aumentar a produtividade, em um ambiente econômico mais desafiador.

O sonho de trabalhar de casa

Apesar da pressão de gigantes pelo retorno ao presencial, estudos indicam que modelos de trabalho flexíveis podem ser um trunfo para reter talentos.

Segundo a empresa americana Cisco sobre regimes híbridos indica que 63% dos profissionais americanos aceitariam um corte salarial para ter a opção de trabalhar a distância com mais frequência.

Já a IWG, fornecedora de soluções para trabalho remoto, diz que dois terços dos recrutadores entrevistados para um estudo observaram um crescimento no número de candidatos que preferem deixar as empresas a retornar à rotina presencial de cinco dias por semana.

Na carta aos funcionários do Nubank, Vélez deixou claro que o alto escalão sabe que o movimento pode gerar insatisfação, principalmente entre aqueles que moram longe dos escritórios, ou que escolheram trabalhar na empresa devido ao modelo remoto.

“Reconhecemos que algumas pessoas podem não encontrar compatibilidade com o Nubank que estamos construindo. Mas insistimos para que você faça parte desta nova e empolgante fase da jornada do Nubank”, diz o CEO, em nota.

A reestruturação impulsionada pela pandemia de Covid-19 alavancou o trabalho flexível no mercado global, mas a divergência de expectativas entre empregadores e empregados permanece como um desafio central.

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