O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou em discurso na abertura da Conferência da ONU sobre mudanças climáticas (COP30) que levar o evento para o coração da Amazônia foi uma tarefa “árdua, mas necessária”.
“Hoje, a Convenção do Clima retorna à sua terra natal. Ela faz o caminho de volta para recuperar o entusiasmo e o engajamento que embalaram o seu nascimento. Pelas próximas duas semanas, Belém será a capital do mundo”, declarou Lula.
O petista pontuou que governadores, prefeitos, parlamentares, cientistas e organizações da sociedade civil “farão parte deste grande esforço coletivo em prol do planeta”.
COP30 começa nesta segunda-feira (10)
“Trazer a COP para o coração da Amazônia foi uma tarefa árdua, mas necessária. A Amazônia não é uma entidade abstrata. Quem só vê floresta de cima desconhece o que se passa à sua sombra. O bioma mais diverso da Terra, é a casa de quase 50 milhões de pessoas, incluindo 400 povos indígenas, desperta por nove países em desenvolvimento que ainda enfrentam imensos desafios sociais e econômicos”, acrescentou.
No discurso, Lula pontuou que quando as autoridades deixarem Belém, “o povo da cidade permanecerá com os investimentos de infraestrutura feitos para receber vocês. E o mundo poderá dizer que conhece a realidade da Amazônia”.
Investimento no combate à mudança climática x guerras
“Essa lição de civilidade, essa lição, diria, de grandeza humana, provando que se os homens que fazem guerra tivessem aqui nessa COP, iriam perceber que é muito mais barato colocar US$ 1,3 trilhão para a gente acabar com o problema climático do que colocar US$ 2,7 trilhões para fazer guerra como fizeram no ano passado”, afirmou Lula.
Temas globais e preparativos
Globalmente, a COP30 será crucial para definir as novas metas climáticas para o ano de 2035 e avançar nas regras do fundo de "perdas e danos" – um mecanismo para financiar países vulneráveis que já sofrem os impactos extremos das mudanças climáticas. A manutenção da meta de limitar o aquecimento global a 1,5ºC acima dos níveis pré-industriais segue como pilar central das negociações.
Para receber o evento, Belém passou por uma série de obras estruturais, incluindo a inauguração do "Museu das Amazônias" e a transformação de áreas portuárias no complexo "Porto Futuro 2", um novo polo de cultura e ciência.
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