
Estreito de Ormuz
REUTERS/Dado Ruvic
Ao menos três navios foram atingidos por disparos no Estreito de Ormuz nesta quarta-feira (22), informações divulgadas pela agência marítima do Reino Unido (UKMTO) e a agência de notícias Reuters.
Um navio porta-contêineres, com bandeira da Libéria, sofreu danos na ponte de comando após ser atingido por disparos e granadas lançadas por foguete ao nordeste de Omã.
Conforme a UKMTO, o comandante da embarcação relatou ter sido abordado por uma lancha da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). Segundo a organização, a embarcação foi alvejada em seguida. Todos os tripulantes estão seguros e não houve incêndio ou impacto ambiental em decorrência do incidente. Fontes disseram à Reuters que três pessoas estavam a borto da embarcação.
O comandante do navio porta-contêineres operado pela Grécia também relatou, segundo a Reuters, que não houve contato por rádio antes do ataque e que a embarcação havia sido informada inicialmente de que tinha permissão para transitar pelo estreito.
A UKMTO informou posteriormente que um segundo navio foi alvejado a cerca de oito milhas náuticas a oeste do Irã. O navio, de bandeira panamenha, não sofreu danos e seus tripulantes estão em segurança.
Antes do início da guerra, em 28 de fevereiro, a hidrovia transportava cerca de um quinto do suprimento mundial de petróleo e gás natural liquefeito.
Trump prorroga cessar-fogo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou no fim da tarde desta terça-feira (21) a prorrogação do cessar-fogo com o Irã. O prazo terminaria na quarta-feira (22) e havia grande expectativa para uma nova rodada de negociações, que ainda não ocorreu.
Em suas redes sociais, Trump afirmou que prorrogará o cessar-fogo “até que uma nova proposta de paz seja apresentada pelo Irã e as discussões sejam concluídas, de uma forma ou de outra." Nesse período, ele manterá o bloqueio naval na região.
Trump afirmou que atendeu a um pedido do primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, e do chefe do Estado-maior do país, Asim Munir. O Paquistão foi escolhido como o país onde representantes dos Estados Unidos e do Irã se encontrarão.
Segundo comunicado de Trump, o Irã estaria fragmentado demais para discutir uma proposta unificada de paz. Ele ainda garantiu que manterá o bloqueio naval na região e que seus militares permanecem “prontos e capazes”.
Bloqueio naval e impasse em Ormuz
O bloqueio do país no Estreito de Ormuz é, justamente, um dos maiores impasses entre os dois países. Na segunda-feira (20), Trump afirmou que o bloqueio americano não será retirado até que haja um acordo com o Irã e que o país persa está perdendo US$ 500 milhões por dia com isso.
Já o Irã afirma que não para uma segunda rodada de negociações de paz até que o bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos aos portos iranianos seja suspenso. Com o impasse, JD Vance, suspendeu a viagem para Islamabad, capital paquistanesa, no início da tarde.
Os dois países estão em guerra desde 28 de fevereiro, quando EUA e Israel atacaram o Irã e mataram o então líder supremo do país, Ali Khamenei. O Irã respondeu atacando bases americanas na região e com o bloqueio do Estreito de Ormuz, um ponto estratégico para o comércio mundial de petróleo.
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