
Trump
Reprodução: AFP
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na tarde desta segunda-feira (18) que suspendeu um ataque militar em larga escala que estava previsto para terça-feira (19) contra o Irã. Segundo ele, o pedido foi de líderes de países do Oriente Médio, que seguem em negociação e estariam perto de um acordo positivo e que abordasse o programa nuclear iraniano.
O pedido teria sido feito pelo Emir do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani; pelo príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman Al Saud; e pelo presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed Al Nahyan. Os líderes regionais argumentaram que canais sérios de diálogo estão em andamento e que há uma perspectiva real de consenso.
Apesar do recuo diplomático, o governo norte-americano manteve o tom de forte pressão militar. "Estarem preparados para avançar com um ataque total e em grande escala ao Irã, a qualquer momento, no caso de um acordo aceitável não ser alcançado", afirmou Trump.
O clima de ameaça continua também do lado iraniano. Segundo a CBS News, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou nesta segunda-feira que os cabos de fibra óptica para internet que atravessam o Estreito de Ormuz poderão ser submetidos a um sistema de autorizações, à medida que Teerã reforça o controle do local.
"Após a imposição de controle sobre o Estreito de Ormuz, o Irã, alegando sua soberania absoluta sobre o leito e o subsolo de seu mar territorial poderia declarar que todos os cabos de fibra óptica que atravessam a hidrovia estão sujeitos a licenças", disse a Guarda Revolucionária, segundo a publicação.
Segundo o site americano Axios, os EUA rejeitaram a quarta proposta de paz feita pelo Irã, novamente, por não contemplar o programa nuclear iraniano. No último domingo (17), Trump já havia dito ao site, em entrevista por telefone, que "o tempo está se esgotando" e que, se o Irã não demonstrar flexibilidade, "será atingido com muito mais força".
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