
Giorgia Meloni primeira-ministra da Itália, na ONU
REUTERS/Eduardo Munoz
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, até então sua aliada, e apontou sua suposta falta de vontade em ajudar na guerra contra o Irã.
"Fiquei surpreso. Achava que ela tinha coragem, mas me enganei", declarou Trump ao jornal italiano Corriere della Sera.
Meloni, que governa a Itália desde outubro de 2022, tem sido uma das aliadas mais próximas de Trump na Europa e, frequentemente, tenta atuar como mediadora entre as opiniões divergentes dos Estados Unidos e o continente europeu.
Trump afirmou que Meloni não quer que a Itália se envolva na guerra, que começou com os ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã, apesar de o país europeu obter grande parte de seu petróleo dessa região.
A entrevista foi publicada menos de um dia depois de Meloni ter classificado como "inaceitáveis" as críticas de Trump ao papa Leão XIV, após os repetidos apelos do pontífice para que se ponha fim à guerra no Oriente Médio.
O presidente americano declarou ao jornal italiano que é Meloni quem é "inaceitável", alegando que ela não se importa se o Irã possui uma arma nuclear.
Nesta terça-feira (14), Meloni afirmou que seu governo suspendeu a renovação automática de um acordo de defesa com Israel, citando "a situação atual".
"Tendo em vista a situação atual, o governo decidiu suspender a renovação automática do acordo de defesa com Israel", disse Meloni em um evento em Verona, segundo as agências de notícias italianas Ansa e AGI.
A primeira-ministra italiana e outros integrantes do governo italiano condenaram duramente a campanha de ataques aéreos e bombardeios de Israel no Líbano, que atingiu civis e também um comboio italiano que integra uma força de paz da ONU.
Com Estadão Conteúdo
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