
Trump
Reprodução: AFP
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou, na noite desta quarta-feira (17), o acordo de paz com o Irã, que havia sido anunciado no início da semana. A assinatura oficial acontece no Palácio de Versalhes, na França, e foi celebrado pelo presidente francês, Emmanuel Macron. “Passo importante na direção certa”, afirmou ele nas redes sociais.
Este acordo abre o caminho para uma paz duradoura e permite a reabertura do Estreito de Ormuz. É um passo importante na direção certa para nossos compatriotas, que permitirá em breve uma redução nos preços da energia. --Emmanuel Macron
Trump celebrou em suas redes sociais as conquistas dos últimos dias, em que participou da cúpula do G7. “A viagem foi um grande sucesso, mas o que mais chamou a atenção foi o fato de o Irã não possuir armas nucleares e que o Estreito de Ormuz será aberto imediatamente!”, afirmou ele, que também destacou a queda no preço do petróleo.
Os números da economia dos Estados Unidos são excelentes em todas as categorias. Mais de US$ 19,1 trilhões estão sendo investidos nos EUA, com fábricas e outras atividades em andamento, mas, o mais importante, os números recentes do mercado de ações estão altíssimos devido ao acordo e, da mesma forma, os preços do petróleo estão despencando! --Donald Trump
A confirmação de um acordo entre EUA e Irã foi feito pelo presidente norte-americano, na última segunda-feira (15), que disse que estava o memorando estava “todo assinado”. O documento de entendimento foi firmado de forma eletrônica pelo presidente Trum; pelo vice-presidente dos EUA, JD Vance; e pelo presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Qalibaf.
O processo de paz contou com a mediação do Paquistão. Antes da assinatura desta quarta-feira, uma cerimônia oficial de ratificação estava prevista para a próxima sexta-feira (19). Não foi confirmado se ela está mantida apesar da cerimônia ocorrida na França O texto integral do acordo estava previsto para ser divulgado ao público somente após este evento.
Três meses de conflito
O conflito entre os dois países teve início em 28 de fevereiro, com ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, que resultaram na morte do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei. O conflito logo se espalhou para países vizinhos, principalmente, entre Israel e o grupo terrorista Hezbollah, que atua no Líbano.
O conflito na fronteiro de Israel e Líbano foi um ponto crucial para o fechamento do acordo de paz. Irã queria o comprometimento dos Estados Unidos de que todas as frente de conflito seriam cessadas com o acordo, incluindo a do grupo libanês, que é seu aliado. Autoridades israelenses não concordaram, o que levou ao estremecimento das relações entre Israel e EUA.
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