
Donald Trump
REUTERS/Suzanne Plunkett/Pool
Resumo
Donald Trump assinou o acordo de paz entre Israel e Hamas, marcando o fim do conflito. A cerimônia ocorreu na Cúpula de Paz no Egito com a presença de mais de 20 líderes mundiais.
Trump elogiou o esforço coletivo para o acordo, enquanto o primeiro-ministro de Israel, Netanyahu, não participou devido a um feriado judaico. Trump foi ovacionado no Parlamento de Israel.
Discussões sobre o futuro da Faixa de Gaza estão programadas, além de um plano para limpar os destroços na região. Trump mencionou a continuação das buscas por corpos de reféns desaparecidos.
O presidente Donald Trump assinou, nesta segunda-feira (13), o documento que simboliza o acordo de paz entre Israel e Hamas. A cerimônia aconteceu na Cúpula de Paz, realizada no Egito, um dos mediadores do cessar-fogo. Além do norte-americano, mais de 20 líderes mundiais participaram do ato.
O presidente americano, Donald Trump, destacou a união dos países para alcançar o acordo de paz em Gaza, em discurso na cerimônia de paz no Egito, nesta segunda-feira. Na ocasião, ele voltou a agradecer os países mediadores para o cessar-fogo na região e destacou o retorno de civis para suas casas.
“Quero dizer que todos que estão aqui ajudaram muito para que esse acordo fosse firmado. Eles são as melhores pessoas que já conheci e queria fazer as coisas da forma correta. Estamos todos felizes com isso. Esse é o maior acordo que dos últimos tempos, o mais importante e o mais complicado da região”, disse Trump logo após assinar o documento.
"Hoje é o dia que as pessoas estavam rezando para acontecer. Juntos, conseguimos o que muitos acharam que era impossível; agora, há paz no Oriente Médio. Diziam que a Terceira Guerra Mundial começaria no Oriente Médio, mas isso não vai acontecer", afirmou.
Trump afirmou que, com a paz, inicia-se a reconstrução em Gaza, mas ponderou que "essa será a parte mais fácil".
O presidente egípcio, Abdul Fatah Khalil Al-Sisi, ressaltou que acordo de paz "vira uma página dolorosa" da história da região e mencionou que espera que o conflito em Gaza seja o último do local.
Netanyahu foi convidado a participar, mas recusou o convite, alegando que a reunião ocorre durante um feriado judaico. O primeiro-ministro teria outros compromissos já marcados na agenda.
Além da assinatura do acordo, as autoridades devem discutir o futuro da Faixa de Gaza.
‘Era do terror chegou ao fim’, diz Trump
Trump foi ovacionado no Parlamento de Israel (Knesset) nesta segunda ao afirmar que o cessar-fogo entre Israel e o Hamas marca “o fim da era do terror e o início da era da fé e da esperança”.
O republicano foi recebido com aplausos de pé e gritos de “Trump! Trump!” durante a cerimônia, que contou com a presença de Netanyahu.
Trump celebrou o acordo que encerrou dois anos de guerra e resultou na libertação de reféns israelenses. “Depois de dois anos de escuridão e cativeiro, o sol nasce sobre uma terra sagrada que finalmente está em paz”, disse o presidente americano. “Hoje começa uma nova era no Oriente Médio — o fim do terror e da morte, o início da fé e da esperança.”
Trump diz que há plano para limpar destroços na Faixa de Gaza
Em conversa com jornalistas, Trump falou sobre reféns que ainda estão desaparecidos e sobre um plano para limpar os destroços na Faixa de Gaza.
Questionado sobre os corpos de reféns desaparecidos, o presidente norte-americano afirmou que ainda há buscas por prisioneiros que foram mortos durante o conflito.
“Agora estão procurando os corpos dos reféns que morreram. Acho que cinco ou seis corpos estão sendo levados, mas ainda estão procurando outros”, completou.
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