
Donald Trump
Brian Snyder/Reuters
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classifica Cuba como uma "nação falida" em meio ao agravamento da crise energética que atinge a ilha. O endurecimento do embargo ao petróleo tem provocado a paralisia de voos e de operações aeroportuárias em território cubano, isolando ainda mais o país.
A escassez é acentuada pelo cenário geopolítico regional. A Venezuela, historicamente a principal fornecedora de combustível para Cuba, interrompeu quase totalmente os envios em meados de dezembro do ano passado. Paralelamente, o governo do México anunciou a suspensão de seus embarques de óleo. A decisão mexicana ocorreu após Washington ameaçar a imposição de tarifas comerciais contra nações que mantivessem o fornecimento de petróleo à ilha.
Negociações e ameaça de intervenção
Apesar do tom hostil, Donald Trump afirma que os dois países mantêm canais de diálogo abertos. "Veremos como tudo termina, mas Cuba e nós estamos conversando", declara o presidente americano ao comentar sobre as negociações em curso para um possível acordo.
No entanto, o líder da Casa Branca mantém a pressão militar e estratégica como alternativa diplomática. Trump ressalta que, caso as tratativas fracassem, uma ação direta contra a ilha não está descartada. Segundo o presidente, uma operação em Cuba, semelhante à estratégia adotada contra a Venezuela, "não seria uma operação muito difícil" de ser executada. O governo cubano ainda não se manifestou oficialmente sobre as declarações mais recentes do republicano.
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