O presidente norte-americano Donald Trump afirmou, na tarde desta quarta-feira (10), no Salão Oval da Casa Branca, que novos ataques militares contra o Irã são “iminentes”. Em seguida, ele alertou para que a população e os analistas internacionais “fiquem de olho na televisão”, indicando que operações militares podem surgir a qualquer momento.
O estopim para a mais recente onda de hostilidades foi o abate de dois helicópteros das Forças Armadas dos EUA pela Guarda Revolucionária Iraniana na estratégica região do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de escoamento de petróleo do mundo.
Em retaliação direta, Washington desferiu ataques aéreos na última noite contra três localidades distintas no Irã. De acordo com a mídia estatal iraniana, as investidas americanas atingiram inclusive infraestruturas civis e zonas de abastecimento de água, deixando diversas comunidades desprovidas do recurso básico.
O presidente Trump justificou as ações como uma reação necessária e proporcional. Ao ser abordado por jornalistas em Nova York, logo após deixar um compromisso em Manhattan, ele reforçou: "Nós precisamos fazer uma retaliação depois da derrubada do nosso helicóptero. Eles demoraram demais para negociar um acordo que teria sido ótimo para eles; agora terão que pagar o preço".
Jogo duplo de Washington
Apesar do tom belicoso e das ameaças de novas incursões, o governo dos EUA adota uma estratégia de mensagens ambíguas. Paralelamente aos bombardeios, Donald Trump declarou publicamente que as negociações com Teerã continuam e que um "acordo significativo", focado em extinguir de forma definitiva as capacidades do Irã de desenvolver armas nucleares, ainda estaria sobre a mesa.
Fique bem informado!
Receba gratuitamente as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail
Escolha quais newsletters quer receber

