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Trump e Irã negociam acordo e preço do petróleo despenca no mercado global

O presidente americano, Donald Trump, anunciou que espera chegar a um acordo com o Irã

Da redação
DA REDAÇÃO

02/02/2026 • 09:09 • Atualizado em 02/02/2026 • 09:09

Sonia Blota
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Trump pronunciamento

Trump pronunciamento

Nathan Howard/Reuters

Após a União Europeia ter classificado a Guarda Revolucionária Iraniana como grupo terrorista, o governo iraniano convocou todos os embaixadores do bloco para uma reunião no Ministério das Relações Exteriores, em Teerã. O porta-voz da diplomacia iraniana, Ismail Baghai, disse que essa é uma "medida menor" antes de outras represálias que serão tomadas. A Guarda foi criada há 46 anos, depois da revolução que colocou os aiatolás no poder.

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Hoje, a situação na região do Golfo amanhece um pouco mais tranquila. O presidente americano, Donald Trump, anunciou que espera chegar a um acordo com o Irã; entretanto, não descartou a opção militar. Teerã comunicou, nesta segunda-feira, que um arcabouço para negociações com a Casa Branca deverá ser finalizado nos próximos dias.

Esta desescalada, pelo menos momentânea, levou o mercado de petróleo a cair bem: só hoje, houve em torno de 5% de queda no preço do barril. Essas negociações são complicadas: uma hora inflamam, depois o fogo dá uma baixada, e assim segue o campo pela via diplomática. Porém, um incêndio na região — que é um barril de pólvora — não está descartado.

O papel dos países vizinhos e o Estreito de Ormuz

Países vizinhos como Arábia Saudita, Omã, Emirados Árabes e Catar tentam dissuadir os Estados Unidos da opção militar e chegar a um acordo via negociação. Estes governos temem a desestabilização interna de seus próprios territórios, além de um grande problema econômico, já que um conflito armado deve envolver o Estreito de Ormuz, por onde passam 20 milhões de barris de petróleo e cerca de 120 navios por dia.

Direitos humanos e o símbolo da resistência

Os EUA querem chegar a um acordo sobre o programa nuclear iraniano. Além disso, a situação na região se agravou depois dos maiores protestos desde a Revolução Islâmica de 1979, com repressão violenta do regime, milhares de manifestantes presos e um número de mortes que pode ultrapassar 30 mil — segundo médicos baseados em Teerã.

Devido à grande pressão internacional, o Irã libertou sob fiança, este fim de semana, o jovem de 26 anos Erfan Soltani, preso em 10 de janeiro e acusado de conspiração contra a segurança interna do país. O manifestante é visto como um dos símbolos contra a repressão do regime dos aiatolás. Fica a expectativa de que a boa e velha conversa funcione para que mais uma guerra sangrenta na região seja evitada.

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