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Trump e Lula vão se encontrar no domingo, na Malásia

Os dois presidentes estarão no país nessa data para participarem da 47ª Cúpula do bloco econômico do Sudeste Asiático (Asean)

ESTADÃO CONTEÚDO

22/10/2025 • 14:15 • Atualizado em 22/10/2025 • 14:24

Trump e Lula

Trump e Lula

REUTERS/Annabelle Gordon/Nathalia Angarita

Resumo

Encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump ocorrerá no fim da tarde de domingo, 26, em Kuala Lumpur, Malásia, durante a 47ª Cúpula do bloco econômico do Sudeste Asiático (Asean). A reunião ainda não foi oficialmente anunciada por precaução.

Os líderes mantiveram contato telefônico, onde Lula pediu a Trump a revisão do tarifaço sobre importações brasileiras. Seguiu-se um encontro entre o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.

Os temas do encontro incluirão o tarifaço e a tensão entre os EUA e países latino-americanos como Venezuela e Colômbia. A diplomacia brasileira pretende abordar as questões com parcimônia, sem esperar soluções imediatas e evitando discutir política interna brasileira.

O encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e o americano Donald Trump foi agendado para o fim da tarde de domingo, 26, em Kuala Lumpur, na Malásia - início da manhã do mesmo dia no Brasil. A reunião ainda não foi divulgada pelo governo brasileiro, de acordo com fontes, por cautela, já que o anúncio tampouco foi feito até o momento pela Casa Branca.

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Na segunda-feira, 20, o Itamaraty já tinha adiantado que o encontro entre os dois poderia se dar no domingo, para quando o cerimonial de Lula tinha deixado "janelas abertas" na programação da viagem à Ásia iniciada ontem - o presidente volta a Brasília no dia 28.

Os dois presidentes estarão no país nessa data para participarem da 47ª Cúpula do bloco econômico do Sudeste Asiático (Asean).

O local foi considerado apropriado pelas partes por ser "neutro". A primeira vez que os líderes se encontraram foi durante a Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, de forma muito breve. Depois, se telefonaram e, de acordo com relatos, Lula teria pedido a Trump que revisse a sobretarifa de 40% na importação de alguns produtos brasileiros.

Depois da chamada, houve uma reunião entre o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. Após a reunião, o chanceler disse a jornalistas que o encontro foi auspicioso.

Além do tarifaço, também deve estar na pauta a escalada de conflitos dos Estados Unidos com dois países da América Latina: Venezuela e Colômbia.

A ideia da diplomacia brasileira é a de agir com parcimônia nesse encontro, sem necessariamente aguardar por soluções práticas de imediato. O que está claro para o governo brasileiro é que não serão discutidas ações ligadas à política interna do País.