
Trump e Nicolás Maduro
Rebecca Cook/REUTERS/REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria/Montagem
Resumo
Uma conversa telefônica entre os presidentes Donald Trump e Nicolas Maduro ocorreu secretamente há uma semana, segundo revelou a correspondente Maggie Haberman do New York Times, sendo acompanhada por duas testemunhas e sem resultados conclusivos.
O secretário de Estado Marco Rubio, presente na conversa, incluiu Maduro na lista de terroristas dos Estados Unidos pouco depois, impedindo uma visita do venezuelano à Casa Branca, enquanto Trump voltou a ameaçar uma invasão terrestre na Venezuela após o Dia de Ação de Graças.
Fontes venezuelanas confirmaram a ligação ao New York Times sob anonimato, enquanto o silêncio oficial da Venezuela permanece, e notícias anteriores indicavam oferta de participação nos campos de petróleo venezuelanos aos EUA, em meio à presença militar americana na região e autorização para operações da CIA no país.
A imprensa esperando uma conversa entre os presidentes Donald Trump e Nicolas Maduro, da Venezuela, e ela já ocorreu há uma semana, como revelou, hoje, a correspondente do New York Times na Casa Branca, Maggie Haberman.
Trump e Maduro discutiram um encontro entre os dois, nos Estados Unidos. Duas testemunhas acompanharam o telefonema, segundo Haberman, autora do livro “Confidence Man: The Making of Donald Trump and the Breaking of America” (“Homem de Confiança: A Ascensão de Donald Trump e a Ruptura da América”, em tradução direta). A conversa não foi conclusiva.
O secretário de Estado Marco Rubio, que estaria ao lado de Trump durante a conversa, incluiu Nicolas Maduro na lista de terroristas dos Estados Unidos, como o chefe do Cartel de los Soles, alguns dias depois, o que impossibilitaria uma visita dele à Casa Branca. Passado o dia de Ação de Graças, na quinta-feira, o presidente Trump voltou a ameaçar uma invasão por terra na Venezuela, falando à imprensa.
“Por terra é mais fácil”, disse o presidente. “Isso vai começar em pouco tempo”.
As fontes de Haberman não puderam ser identificadas, mas o silêncio venezuelano sobre a conversa de Maduro com Trump é inexplicável, já que serviria de reforço à propaganda antiamericana disseminada pela Venezuela. O New York Times, no entanto, publicou que obteve a confirmação de duas fontes venezuelanas que pediram o anonimato. A porta-voz da Casa Branca não quis comentar a informação.
O jornal, em outubro, noticiou que Nicolas Maduro teria oferecido aos EUA uma significativa participação nas reservas de petróleo da Venezuela, numa tentativa de aliviar as tensões entre os dois países. Uma formidável esquadra naval estadunidense está reunida perto do litoral venezuelano, com centenas de caças e helicópteros, mísseis e cerca de nove mil fuzileiros navais. Trump revelou que deu sinal verde para a CIA operar dentro da Venezuela.
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