
EUA receberão urânio do Irã e provavelmente será destruído, diz Trump
Elizabeth Frantz/Reuters
O presidente norte-americano, Donald Trump, declarou nesta quinta-feira (21) que os Estados Unidos receberão o urânio enriquecido do Irã, ressaltando que o material provavelmente será destruído. "O Irã não vai ficar com urânio", afirmou o mandatário a repórteres.
Em evento realizado no mesmo dia, Trump reiterou que Teerã está proibida de desenvolver qualquer arma nuclear. O republicano advertiu que, caso o país persa não aceite um novo acordo, Washington tomará "medidas drásticas". "Estamos negociando; vamos conseguir um acordo de um jeito ou de outro", acrescentou.
Perguntado sobre as taxas de fluxo no Estreito de Ormuz, o republicano respondeu que os EUA têm "controle total do estreito" e quer que a passagem seja "aberta, livre e sem pedágios". O mandatário também reafirmou que a guerra com Irã vai acabar em breve e que os preços da gasolina vão ficar mais baixos do que estavam antes do conflito.
À respeito da reforma na Casa Branca iniciada por ser governo, Trump frisou que as melhorias serão "herança ao próximo presidente, eu sairei em breve". Ele disse querer construir um porto de drones e "outras coisas de segurança" na Casa Branca, alegando que uma parte dos gastos com reforma é para segurança nacional.
O responsável pelas regras do Senado decidiu contra o financiamento de segurança destinado ao projeto do salão de baile da Casa Branca de Trump no sábado, após os democratas argumentarem que o dinheiro de segurança não pertence a ele. Trump afirmou que doadores privados financiarão o salão de US$ 400 milhões. "Quero aumentar segurança da Casa Branca, mas consideram isso um presente para mim", reclamou o republicano.
Ele qualificou como uma "decisão horrível" o bloqueio pelo Supre Corte das tarifas com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, em inglês) e que o governo provavelmente terá que reembolsar US$ 149 bilhões em tarifas.
Trump voltou a chamar Cuba de "país falido", mas que os EUA querem ajudá-los. Sobre um decreto de inteligência artificial previsto para ser assinado nesta quinta, ele afirmou que o adiou por não gostar de certos aspectos, sem dar mais detalhes.
Com informações do Estadão Conteúdo
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