
Donald Trump
REUTERS/Evelyn Hockstein
O presidente Donald Trump gerou desconforto diplomático nesta quinta-feira (19 de março) ao traçar um paralelo entre as atuais operações militares dos Estados Unidos contra o Irã e o histórico ataque japonês a Pearl Harbor. A declaração ocorreu durante uma reunião oficial com a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, no Salão Oval, em Washington.
Ao ser questionado por jornalistas sobre a falta de comunicação prévia com aliados a respeito de seus planos de guerra, Trump defendeu o uso do elemento surpresa. "Queríamos uma surpresa. Quem entende melhor de surpresas do que o Japão? Por que vocês não me contaram sobre Pearl Harbor?", disparou o presidente, dirigindo-se à líder japonesa. Ele ainda completou afirmando que Takaichi acreditaria em ataques surpresa "muito mais" do que os próprios americanos.
Reação e contexto histórico
A menção ao episódio que inseriu os Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial causou uma reação visível na primeira-ministra, que se mostrou desconfortável enquanto Trump evocava o bombardeio à base naval no Havaí. O ataque de 7 de dezembro de 1941 resultou na morte de 2.390 americanos e foi classificado pelo então presidente Franklin D. Roosevelt como "uma data que ficará marcada na infâmia".
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