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Trump nomeia deputado como novo embaixador dos EUA no Brasil

Posto estava vago desde janeiro de 2025; indicado, que precisa ser aprovado pelo Senado, apoiou a candidatura do magnata em 2024

Da redação
DA REDAÇÃO

01/06/2026 • 18:23 • Atualizado em 01/06/2026 • 18:23

Donald Trump

Donald Trump

REUTERS/Kevin Lamarque

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou nesta segunda-feira (1) ao Senado a indicação de Daniel Perez para o cargo de embaixador dos Estados Unidos no Brasil.

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O nome foi divulgado em um comunicado oficial que reúne dezenas de indicações para representações diplomáticas e outros postos do governo americano.

Segundo o documento, Perez foi indicado para o cargo de "embaixador extraordinário e plenipotenciário" dos Estados Unidos junto à República Federativa do Brasil, designação formal usada pela diplomacia americana para o chefe de uma missão diplomática permanente.

Se aprovado pelo Senado, Perez, que é presidente da Câmara dos Deputados da Flórida, se tornará o primeiro chefe da embaixada em Brasília indicado por Trump desde seu retorno à presidência.

Perez, diferente de outras indicações da mesma lista divulgada pela Casa Branca, não aparece como diplomata de carreira, o que sugere que seu nome seja uma indicação política. Também republicano, o parlamentar apoiou Trump durante a campanha presidencial em 2024.

O posto está sem titular desde janeiro de 2025, quando a então embaixadora Elizabeth Bagley, indicada por Joe Biden, deixou o cargo às vésperas da posse de Trump. Desde então, a representação diplomática dos Estados Unidos no Brasil passou a ser conduzida por encarregados de negócios, sem um embaixador efetivo.

A ausência de um indicado para o Brasil era vista como um sinal da baixa prioridade dada ao País pela política externa de Trump em seu novo mandato. O republicano havia nomeado dezenas de embaixadores para outras nações enquanto a embaixada em Brasília seguia sem nome definido.

O cenário diplomático entre os dois países, no entanto, vinha passando por mudanças desde a aproximação entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a partir de um rápido encontro na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, em setembro de 2025. Os presidentes se reuniram duas vezes desde então – uma na Malásia e outra na Casa Branca.

Por outro lado, o magnata americano também fez acenos à oposição de Lula, como o encontro com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato ao Planalto – reunião esta que culminou com a designação do Comando Vermelho e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas.