
Chris Wright é mais escolhido de Trump
Reprodução/NBC
O futuro presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (16/11) a nomeação de Chris Wright, executivo da indústria petrolífera e megadoador do Partido Republicano, como próximo secretário de Energia.
Wright é fundador e CEO da Liberty Energy, empresa de serviços para campos petrolíferos sediada em Denver, no Colorado. A expectativa é que ele apoie o plano de Trump de maximizar a produção de petróleo e gás e busque maneiras de aumentar a geração de eletricidade, cuja demanda está aumentando pela primeira vez em décadas.
Em comunicado, Trump afirmou que, com a escolha de Wright busca melhorar os investimentos do setor privado e o "domínio energético" dos EUA para "reduzir a inflação, vencer a corrida armamentista em inteligência artificial com a China e expandir o poder diplomático" do país.
Negacionista do clima
Wright, que é um negacionista da existência de uma crise climática e do aquecimento global, também fará parte de um novo "Conselho Nacional de Energia", que segundo Trump será composto por todas as agências governamentais envolvidas na "produção, geração, distribuição, regulamentação, transporte e permissão" de energia.
Para ser confirmado no cargo, ele precisará obter uma maioria simples de votos no Senado, onde o Partido Republicano terá maioria.
Defensor de combustíveis fósseis
Wrigt defendeu os combustíveis fósseis em entrevistas à imprensa americana, alegando que eles são "necessários" para a sociedade, e criticou a aplicabilidade e a eficiência da transição para a energia limpa.
O jornal The New York Times lembra que Wright não tem qualquer tipo de experiência governamental e que chamou a atenção de Trump enquanto comentador do canal de televisão Fox News, sendo também presença frequente no mundo dos 'podcasts'.
O futuro secretário da Energia estará alinhado com o escolhido para o Departamento do Interior, Doug Burgum, com quem trabalhou durante anos e que é conhecido pelo forte apoio à exploração de petróleo e gás.
Cientistas alertam que a expansão das atividades de combustíveis fósseis em terras públicas poderá agravar as mudanças climáticas.
Dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos indicam que cerca de 22% das emissões de carbono do país são originadas da queima de combustíveis fósseis extraídos de terras federais.
md (EFE, Lusa, Reuters)
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