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Trump recua de um ataque iminente ao Irã

O líder Supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, deu uma declaração como se tivesse vencido um confronto, não fosse ele adiado

Por Redação
REDAÇÃO

14/01/2026 • 18:51 • Atualizado em 14/01/2026 • 18:51

Moises Rabinovici
Trump recua de um ataque iminente ao Irã

Trump recua de um ataque iminente ao Irã

Nathan Howard/Reuters

O presidente Donald Trump recuou da iminência de um ataque ao Irã, ao qual ele próprio se colocou ao prometer que “a ajuda está a caminho” para os manifestantes iranianos sob violenta repressão, ontem, afirmando hoje que as mortes pararam e que o manifestante condenado à forca não foi executado, de acordo com fontes não reveladas.

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“Vamos verificar se os assassinatos pararam e, se não for verdade, ficaremos muito irritados” – disse Trump a repórteres, na Casa Branca.

Tudo parecia pronto para um ataque: os EUA com três destroieres já no Oriente Médio e o porta-aviões Gerald Ford se aproximando, depois de sua temporada no Caribe, e aviões de combate tomando posição em várias das bases militares americanas ao redor do Irã. O governo iraniano lançou um alerta geral aos países vizinhos de que poderiam ser atingidos no fogo cruzado de sua reação, se atacado. Por precaução, centenas de soldados americanos foram retirados da base aérea de Al Udeid, no Catar, atacada em junho, para outras instalações militares e hotéis.

O líder Supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, deu uma declaração como se tivesse vencido um confronto, não fosse ele adiado. “Essas enormes concentrações, repletas de firme determinação, anularam o plano dos inimigos estrangeiros que deveria ser executado pelos mercenários internos (os manifestantes). O grande povo do Irã mostrou aos seus inimigos quem eles eram, sua força e sua identidade. Isso foi um aviso aos políticos americanos para que parassem com o engano e não confiassem em traidores mercenários. O povo iraniano é forte e poderoso, consciente de seus inimigos, estando sempre presente na arena. ”

O príncipe herdeiro Reza Pahlavi dirigiu-se aos agentes da repressão iraniana incentivando-os a se aliarem aos manifestantes. “Tenho uma mensagem especial para os membros das Forças Armadas. Vocês são o exército nacional do Irã, não o exército da República Islâmica. Não lhes resta muito tempo. Juntem-se ao povo o mais rápido possível”.

Todos os países do Oriente Médio em alerta máximo, esperando o que o presidente Trump optaria por fazer, a alta tensão começou a desmoronar com a informação do presidente Trump de que os agentes de segurança pararam de matar manifestantes e de que não haveria mais a execução de um jovem de 26 anos preso nos confrontos, embora essa informação não tivesse chegado à família dele.

O Irã não é a Venezuela. Uma incursão dos Estados Unidos poderia custar caro para o presidente Trump. Para ele, o problema foi ter se comprometido a enviar ajuda depois de incitar os manifestantes a incendiarem prédios do governo. Foi então que ele começou a recuar, dando-se mais espaço para outras opções.

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