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Trump rompe com aliada de seu núcleo duro após criticas sobre caso Epstein

O presidente norte-americano chamou a congressista de “maluca” e afirmou que pode apoiar um adversário contra ela nas eleições de meio de mandato de 2026

Da redação
DA REDAÇÃO

15/11/2025 • 10:23 • Atualizado em 15/11/2025 • 10:27

Marjorie Taylor Greene

Marjorie Taylor Greene

REUTERS/Evelyn Hockstein/File Photo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rompeu publicamente com uma de suas principais aliadas no Congresso, a deputada Marjorie Taylor Greene, uma das vozes mais influentes do núcleo duro trumpista. Em publicação feita na rede Truth Social na sexta-feira (14), Trump chamou a congressista de “maluca” e afirmou que pode apoiar um adversário contra ela nas eleições de meio de mandato de 2026.

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A relação entre os dois se deteriorou nos últimos meses, especialmente após críticas de Greene à forma como o governo Trump lidou com os arquivos do empresário Jeffrey Epstein. A deputada também passou a questionar o foco do presidente em temas internacionais, cobrando que ele priorize problemas internos dos Estados Unidos.

“Não vou atender uma lunática reclamona todo dia”

Na mensagem publicada, Trump acusou Greene de ter “ido muito à esquerda” em suas posições e disse que ela “só reclama”.“Eu não posso atender a ligação de uma lunática reclamona todo dia”, escreveu.

Greene respondeu no X (antigo Twitter) afirmando que Trump mentiu sobre ela e divulgou a captura de tela de uma mensagem enviada ao presidente pedindo a liberação dos documentos de Epstein.Segundo ela, é “espantoso ver Trump lutando tanto para impedir que os arquivos sejam divulgados”, em referência à votação marcada para a próxima semana na Câmara sobre a publicização dos documentos.

A congressista também afirmou ter dedicado tempo, dinheiro e esforço político para defender Trump, mas declarou:“Eu não venero ou sirvo a Donald Trump.”

Ruptura após derrota republicana

A declaração de Trump consolida uma crise que se agravou depois das eleições estaduais deste mês, quando democratas venceram disputas importantes em Nova Jersey e Virgínia. Greene responsabilizou Trump por priorizar encontros com líderes estrangeiros e não combater o impacto do custo de vida sobre os americanos.

Trump rebateu dizendo que “algo aconteceu com ela nos últimos meses” e sugeriu que, se não tivesse viajado à China para encontrar o presidente Xi Jinping, isso poderia ter prejudicado economicamente o Estado de Greene, a Geórgia.

O presidente também afirmou que já recebeu ligações de possíveis candidatos interessados em enfrentá-la nas primárias republicanas.

E-mails de Epstein citam Trump

A crise se intensificou após democratas do Comitê de Fiscalização da Câmara divulgarem, na quarta-feira (12), e-mails de Jeffrey Epstein afirmando que Trump sabia dos crimes cometidos pelo magnata e teria passado horas com uma das vítimas.

A Casa Branca reagiu acusando os democratas de difamação.“O presidente Trump expulsou Epstein de seu clube. Essas acusações são tentativas de desviar atenção de suas conquistas históricas”, afirmou a porta-voz Karoline Leavitt.

Segundo os democratas, a correspondência levanta novas dúvidas sobre a relação entre Trump e Epstein. As mensagens foram obtidas após o comitê intimar judicialmente o espólio do empresário.

Em um e-mail, Epstein escreve que uma vítima passou “horas na minha casa com ele [Trump], e ele nunca foi mencionado em nenhum processo”. Em outro, enviado ao jornalista Michael Wolff, Epstein afirma que Trump “sabia sobre as meninas” e teria pedido que Ghislaine Maxwell, sua sócia, parasse.

*Com informações da Associated Press e do Estadão Conteúdo.