O presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu uma entrevista coletiva no final da noite deste domingo (26), pelo horário de Brasília, sobre o encontro que teve com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante viagem de Estado à Malásia. Além disso ele comentou sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Veja os principais pontos abordados pelo presidente Lula na coletiva.
Trump e tarifaço
"O destino estava traçado, era na Malásia que a gente tinha que se encontrar para que eu pudesse olhar nos olhos dele e dizer o que eu penso, ele olhar nos meus olhos e dizer o que ele pensa. E foi assim que eu tive ontem na reunião uma boa impressão de que logo, logo não haverá problema entre Estados Unidos e Brasil", diz Lula.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu entrevista coletiva no final da noite deste domingo (26), pelo horário de Brasília, sobre o encontro que teve com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante viagem de Estado à Malásia.
O presidente do Brasil também falou sobre a conversa que teve com o Donald Trump e disse que foi surpreendente boa. “Confesso a vocês que foi surpreendentemente boa a reunião que eu tive com o presidente Trump”, enfatiza o presidente.
Lula também informou que deu uma cópia reivindicando os pontos descritos na carta de Donald Trump, quando foi anunciado a taxa de 50% contra exportações de produtos brasileiros.
“Eram infundadas as informações de que os Estados Unidos tinham déficit comercial com o Brasil. Nós provamos que teve um superávit de 410 bilhões em 15 anos. Só o ano passado foram quase 22 bilhões de superávit para os Estados Unidos. E que nós não estamos reclamando. Ao invés de a gente reclamar o déficit, a gente precisa aumentar a nossa capacidade produtiva, a nossa qualidade dos produtos e vender mais. É assim que a gente faz negócio”, finaliza o presidente.
Ministros e empresários
O presidente Lula destacou a importância de uma política externa ativa e ousada para o crescimento econômico do Brasil. Durante o pronunciamento, ele cobrou maior proatividade de seus ministros e do empresariado nacional, afirmando que é preciso "viajar o mundo" para promover os produtos brasileiros e fortalecer as relações comerciais.
"Tá faltando um pouco mais de ousadia dos nossos empresários e dos nossos ministros", declarou Lula. "Ao invés de ficar no 'zap' todo dia, tem que viajar o mundo para vender as coisas que o Brasil produz."
Para Lula, a solução para os desafios do país está em uma ação interna e em uma diplomacia comercial mais diversificada. "Nós descobrimos o óbvio: ninguém vai resolver o problema do Brasil. São os brasileiros que vão resolver", afirmou. "Nós temos que fazer a nossa economia crescer, aumentar nosso comércio exterior, aumentar nossa atração de investimentos estrangeiros."
Ele enfatizou que essas conquistas não são feitas por meios digitais, mas através do contato direto. "Isso não se faz por zap, não se faz por e-mail. Você faz isso pegando na mão das pessoas, olhando nos olhos e convencendo de que você está oferecendo um bom negócio", disse.
Jair Bolsonaro
O presidente Lula concedeu entrevista coletiva no início da madrugada desta segunda-feira (27), na Malásia, e afirmou que, durante o encontro dom Trump rebateu as afirmações na carta, em que o norte-americano citou o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro para “justificar” as tarifas impostas aos produtos brasileiros.
“A segunda inverdade que ele citou na carta dele foi a questão do julgamento do Bolsonaro. Eu disse para ele que o julgamento foi um julgamento muito sério, com provas muito contundentes. Nenhuma prova da oposição, a prova é tudo de relato das pessoas que estão sendo julgadas. Disse para ele a gravidade do que eles tentaram fazer no Brasil”, disse.
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