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TSE aprova federação União Brasil-PP, que terá maior bancada da Câmara

União Progressista terá 101 deputados, sete governadores e maior fatia dos fundos eleitoral e partidário

Da redação
DA REDAÇÃO

26/03/2026 • 11:24 • Atualizado em 26/03/2026 • 11:30

União Progressista

União Progressista

Divulgação

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovo, nesta quinta-feira (26) a federação entre União Brasil e Progressistas (PP), batizada de União Progressista, que passa a atuar como uma única legenda em todo o País por, no mínimo, quatro anos.

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Com a formalização pelo TSE, a nova federação reúne a maior bancada da Câmara dos Deputados, com 101 parlamentares, além do maior número de governadores, sete, e de prefeitos eleitos em 2024, somando 1.383 administrações municipais.

O grupo também concentrará a maior parcela dos recursos públicos destinados às campanhas e à estrutura partidária, com acesso estimado em R$ 953,8 milhões do fundo eleitoral e R$ 197,6 milhões do fundo partidário, segundo valores de 2024.

A federação entre as duas siglas foi firmada em agosto do ano passado, após ter sido anunciada em abril de 2025 em um evento no Congresso Nacional, mas só passa a ter validade prática com a aprovação do registro pelo TSE.

Bloco se coloca como oposição ao governo Lula

Lideranças do novo bloco definem a União Progressista como um agrupamento “conservador, mas não reacionário”, que pretende atuar como força de oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao PT.

Em conversas internas, dirigentes descrevem a federação como um “prego no caixão do velório” do projeto petista, sinalizando intenção de se consolidar como força de peso no campo conservador.

Pelas regras da federação partidária, previstas na legislação eleitoral, as siglas que se unem precisam adotar programa e atuação comuns em todo o território nacional e manter o vínculo por pelo menos uma legislatura, compartilhando decisões sobre candidaturas e estratégias eleitorais.

Rueda fala em “concretizar planos” após aval do TSE

Segundo o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, União Brasil e PP passaram, desde o anúncio da união, por um processo de alinhamento político e programático para compatibilizar posições e prioridades antes da formalização do novo arranjo.

Essa federação nasce após um longo período de conversas e discussões pautadas pelo espírito de sempre, que é oferecer aos brasileiros os melhores projetos e os mais qualificados quadros. Agora, formalmente autorizados pelo Tribunal Superior Eleitoral, é hora de começarmos a concretizar tudo aquilo que planejamos: fazer o Brasil se desenvolver e gerar dignidade aos brasileiros

Na avaliação do dirigente, o aval do TSE encerra a fase de articulações internas e abre caminho para que a União Progressista atue de forma coordenada no Congresso, nos governos estaduais e nas prefeituras sob seu comando ao longo dos próximos anos.

Com informações do Estadão Conteúdo