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Túlio: nova versão da PEC da Blindagem prevê foro privilegiado para presidentes de partidos

Proposta deve ser votada hoje; a mudança busca reforçar o controle do Congresso sobre medidas cautelares e ordens judiciais que afetem diretamente deputados e senadores

TÚLIO AMÂNCIO

16/09/2025 • 13:16 • Atualizado em 16/09/2025 • 13:16

Câmara dos Deputados

Câmara dos Deputados

Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

A nova versão da chamada PEC da Blindagem ganhou força nas negociações do Congresso e deve foi colocada na pauta desta terça-feira (16). O texto amplia a proteção a parlamentares e dirigentes partidários, estabelecendo regras mais rígidas para investigações, prisões e processos contra membros do Legislativo.

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De acordo com líderes envolvidos nas tratativas, a proposta inclui a criação de foro privilegiado para presidentes de partidos políticos, além de restringir a possibilidade de prisão em flagrante de deputados e senadores a apenas casos de crimes inafiançáveis — como racismo, crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo ou ações armadas contra a ordem constitucional.

Custódia pelo Parlamento

Nos casos em que houver prisão, o parlamentar deve ser levado imediatamente para a Câmara ou o Senado, ficando sob custódia da respectiva Casa até que o Plenário decida se a detenção será mantida ou revogada.

Outras mudanças em discussão

• Autorização para abertura de processos: alguns trechos em debate preveem que inquéritos ou denúncias contra parlamentares dependam de autorização do Congresso para prosseguir.

• Proibição de decisões monocráticas: medidas cautelares, como prisão preventiva ou afastamento do mandato, não poderiam mais ser determinadas por decisão individual de um juiz ou ministro.

• Voto secreto: há versões que sugerem votações secretas em deliberações sobre prisão ou processos de parlamentares, o que impediria que a sociedade acompanhasse como cada deputado ou senador se posicionou.

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