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União Europeia sanciona russos ligados a envenenamento de opositor Navalny

União Europeia impõe sanções a seis russos ligados à fabricação de toxina relacionada à morte por envenenamento do líder oposicionista Alexei Navalny, em 2024

Deutsche Welle
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03/07/2026 • 16:07 • Atualizado em 03/07/2026 • 16:07

Alexei Navalny

Alexei Navalny

REUTERS/Tatyana Makeyeva/File Photo

A União Europeia decidiu, nesta sexta-feira (3), impor sanções a seis pessoas russas envolvidas no desenvolvimento da toxina epibatidina, uma arma química que foi "muito provavelmente" a causa da morte do líder opositor russo Alexei Navalny, indicou o Conselho da UE em um comunicado.

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A substância, um agente neurotóxico, foi encontrada em diferentes amostras coletadas do corpo do líder opositor após sua morte por envenenamento em uma colônia penal, em 2024.

Os alvos das sanções são cientistas e pesquisadores do setor militar envolvidos no desenvolvimento de armas químicas, em especial da epibatidina. Os bens dessas pessoas serão congelados, o que significa que elas não poderão receber recursos financeiros nem de forma direta nem indireta.

Alguns dos sancionados trabalharam para o Centro Científico Signal (também conhecido como SC Signal), como Igor Babkin, chefe do laboratório do órgão.

A lista inclui também Irina Derevyagina, analista de pesquisa química no Instituto Estatal de Pesquisa de Química Orgânica e Tecnologia da Rússia, que faz parte do programa russo de armas químicas, e Mikhail Gutsalyuk, chefe de um departamento da Academia Militar russa de Defesa Radiológica, Química e Biológica.

Com a sanção, passa para 31 o número de pessoas que figuram na lista de medidas restritivas da UE contra o uso e a proliferação de armas químicas, além de seis entidades listadas.

Navalny era o principal opositor de Putin

Navalny era considerado o principal opositor do presidente russo, Vladimir Putin, e uma das figuras políticas mais conhecidas da Rússia. Advogado de formação, ele ganhou projeção sobretudo por denunciar casos de corrupção envolvendo autoridades russas, empresários ligados ao Kremlin e empresas estatais.

Sua viúva, Yulia Navalnaya, acusa Putin de assassinato. O Estado russo, porém, sustenta que o opositor, de 47 anos, morreu de causas naturais.

sf/ra (EFE, dpa)