
Voos são cancelados após urso invadir pista em aeroporto no Japão
Reprodução/Jornal da Noite
A cidade de Utsunomiya, no Japão, suspendeu as aulas em todas as suas 94 escolas primárias e secundárias nesta segunda-feira (8), após um urso ter sido visto na região. A cidade tem 510 mil habitantes e está localizada a cerca de 100 km a Norte de Tóquio.
Autoridades disseram que o urso foi avistado inicialmente em uma área residencial perto de um parque na noite de sábado (6), sendo visto em outras ocasiões posteriormente, como em uma galeria comercial, no domingo (7), em um parque e em duas escolas locais.
Na manhã desta segunda-feira, moradores viram o urso perto de um mercado atacadista, a cerca de meio quilômetro de uma escola secundária, disse um funcionário da prefeitura. O animal descrito como tendo cerca de um metro de comprimento permanece à solta.
"Enviamos viaturas para as áreas onde um urso foi visto para alertar as pessoas e incentivá-las a permanecer em casa ou em seus veículos", disse o funcionário, acrescentando que dezenas de caçadores, policiais e autoridades locais estão procurando o animal.
Ataques de ursos em alta
Ataques de ursos, inclusive em áreas urbanas, têm aumentado no Japão, o que levou o governo a criar uma força-tarefa para reduzir o número de vítimas.
Treze pessoas foram mortas por ursos no Japão no ano passado, e houve um aumento nos avistamentos à medida que os animais saem famintos da hibernação.
Até março de 2025, os avistamentos de ursos em todo o país ultrapassaram 50 mil --mais que o dobro do recorde anterior, estabelecido dois anos antes, de acordo com dados oficiais.
Na semana passada, um ataque de urso na cidade de Fukushima, no Nordeste do país, deixou pelo menos quatro pessoas feridas. Imagens de segurança da siderúrgica local mostram um urso-negro perseguindo um funcionário na entrada da fábrica e o derrubando no chão.
Em Utsunomiya, houve apenas dois avistamentos não confirmados de ursos no ano anterior.
Mudanças nos hábitos
Os ursos-negros asiáticos são considerados uma espécie vulnerável, mas estima-se que seu número tenha triplicado no Japão desde 2012, impulsionado pela redução da caça.
Especialistas afirmam que as mudanças climáticas reduziram a colheita de alimentos naturais desses animais, como bolotas e nozes de faia, enquanto o despovoamento de áreas rurais e o maior número de terras agrícolas abandonadas os encorajaram a buscar comida perto de assentamentos humanos.
Da DW
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