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Vance parte “ofendido” e Rubio chega a Israel

Por Redação
REDAÇÃO

23/10/2025 • 10:40 • Atualizado em 23/10/2025 • 10:40

Moises Rabinovici
Vice-presidente dos EUA, JD Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio

Vice-presidente dos EUA, JD Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio

Reuters

Parte de Israel o vice-presidente dos EUA, JD Vance, “ofendido”, e chega o secretário de Estado Marco Rubio, precedido de uma declaração do presidente Donald Trump sobre a anexação da Cisjordânia, aprovada preliminarmente pelo Parlamento em Jerusalém.

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“Isso não vai acontecer. Não vai acontecer. Não vai acontecer porque eu dei minha palavra aos países árabes”, declarou Trump em entrevista à revista Time. “E vocês não podem fazer isso agora. Tivemos um grande apoio árabe. Não vai acontecer porque eu dei minha palavra aos países árabes. Não vai acontecer. Israel perderia todo o apoio dos Estados Unidos se isso acontecesse.”

Ontem foi um dia em que Israel mostrou que não é um país “vassalo” dos EUA, apesar de ter seguido ordens da Casa Branca recentemente, a última das quais a paz americana para Gaza, sem o simultâneo desarmamento do Hamas e com um recuo das tropas israelenses para novas linhas, antes de uma retirada total.

O premiê Netanyahu falou sobre a independência israelense ao lado do vice-presidente JD Vance, que a confirmou. Ao mesmo tempo, porém, no Parlamento, passava, em primeira de três leituras, um projeto para anexar a maior parte da Judeia e Samaria, a Cisjordânia bíblica.

“Muito estúpido”, reagiu JD Vance ao ser informado da provocação. Ele se declarou “ofendido”, mesmo depois de saber que a aprovação era “simbólica”, ou “um golpe político”, e que ela não vai prosperar para as próximas releituras no Parlamento. Em mais uma “prova” da independência de Israel dos EUA, ele declarou:

“A Cisjordânia não será anexada por Israel. A política do governo Trump é que a Cisjordânia não será anexada por Israel. Essa continuará sendo a nossa política, e se as pessoas quiserem votar simbolicamente, podem fazê-lo, mas certamente não ficamos felizes com isso.”

Estavam em Israel, também, o enviado da Casa Branca para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e Jared Kushner, o genro de Trump. O trio participou do início da coordenação internacional para o cessar-fogo em Gaza, criado em Kiryat Gat, ao sul de Tel-Aviv, e já com 200 soldados estadunidenses burocratas trabalhando. Uma de suas missões é a de criar a força internacional que substituirá e desarmará o Hamas. Israel se opôs à presença de soldados turcos, enquanto outros países árabes estão relutando em confrontar palestinos armados.

Além de “ofendido”, JD Vance saiu de Israel “confiante” de que o cessar-fogo será mantido, mesmo com “algumas exceções” – uma delas nesta quinta-feira, quando um drone israelense matou um palestino que cruzou a linha amarela, que demarca a nova posição do exército de Israel em Gaza.

“Nossa mensagem é: faça tudo o que puder, trabalhe conosco para que essa paz dure”, disse JD Vance partindo de volta aos EUA, já no aeroporto Bem Gurion.

O ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, antecipando-se ao futuro incerto de normalização de relações entre Israel e Arábia Saudita, mandou um recado aos sauditas caso insistam na contrapartida de um estado palestino: “vão montar camelos...” Sua provocação foi feita numa conferência sobre Halacha (conjunto de leis e costumes judaicos) na Era Tecnológica, no Instituto Zomet, em Alon Shvut, na Cisjordânia. Como sempre que ele fala, as reações foram imediatas, a maioria chamando-o de “racista”. Mais uma vez, ele ameaçou abandonar a coligação governamental.

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