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Veja o passaporte falso usado por Silvinei Vasques, preso no Paraguai

Segundo a investigação, Vasques tentou usar o documento falso para evitar a detenção e prosseguir sua fuga em território estrangeiro

Da redação
DA REDAÇÃO

26/12/2025 • 16:25 • Atualizado em 26/12/2025 • 16:25

Passaporte falso de Silvinei Vasques

Passaporte falso de Silvinei Vasques

Reprodução

Resumo

Operação internacional resultou na prisão de Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), após ser encontrado com passaporte falso no Paraguai, enquanto tentava fugir para El Salvador e romper a tornozeleira eletrônica.

Investigações da Polícia Federal e do Supremo Tribunal Federal (STF) indicam que Vasques teria comandado blitzes e operações da PRF para dificultar o deslocamento de eleitores no segundo turno das eleições de 2022, principalmente em regiões favoráveis a Lula, sendo analisado como tentativa de embaraçar o direito ao voto.

Condenações judiciais envolvem Vasques em ressarcimento de mais de R$ 71 mil à União por agressão em 2000 e confirmação recente pelo STF de participação em trama golpista, com detalhes de penas ainda sob sigilo ou em fase de recursos.

O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, foi preso em uma operação internacional após ser encontrado com um passaporte falso em sua posse, quando se preparava para deixar Paraguai com destino a El Salvador.

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Segundo a investigação, Vasques tentou usar o documento falso para evitar a detenção e prosseguir sua fuga em território estrangeiro. No passaporte há o nome de Julio Eduardo. A prisão ocorreu após o ex-diretor tentar romper a tornozeleira eletrônica.

Condenado no STF

Silvinei Vasques, que esteve à frente da Polícia Rodoviária Federal (PRF) entre 2021 e 2022, passou a ser investigado no Brasil por suspeita de interferência indevida da corporação no segundo turno das eleições presidenciais de 2022.

As apurações, conduzidas pela Polícia Federal e supervisionadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), apontam que agentes da PRF teriam realizado blitzes e operações direcionadas sob sua gestão, com o suposto objetivo de dificultar o deslocamento de eleitores, principalmente em regiões onde o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva aparecia à frente nas pesquisas eleitorais.

As condutas são analisadas pela Justiça como possível tentativa de impedir ou embaraçar o livre exercício do direito ao voto, o que configura grave violação ao processo democrático.

Em março de 2024, Vasques também foi condenado a ressarcir a União em mais de R$ 71 mil por causa de um episódio de agressão física contra um frentista em 2000, cuja responsabilidade civil foi eventualmente atribuída a ele — decisão que estabeleceu obrigação de pagamento por conduta imprópria de um agente público.

Mais recentemente, no âmbito de processo no STF conhecido como parte do “núcleo 2” da trama golpista associada aos eventos antidemocráticos, Vasques teve sua condenação confirmada pelo Supremo por atos que instrumentalizaram a PRF em benefício de planos golpistas eleitorais — embora os detalhes específicos, como penas e capítulos criminais, estejam sob sigilo de justiça ou em fase de recursos.

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