O governo americano anunciou uma recompensa de US$ 50 milhões (cerca de R$ 273 milhões) por informações que levem à prisão do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e enviou três navios de guerra para o Caribe, em área próxima ao país. Em resposta, Maduro anunciou que convocou 4 milhões de milicianos para reforçar a defesa nacional.
A escalada na tensão chamou a atenção nas buscas no Google, com muita gente querendo entender os motivos e os riscos de um conflito armado. Dados da Sala Digital, uma iniciativa entre a Band o Google, mostram quais são as principais dúvidas da população em cada país.
Nos Estados Unidos, as pesquisas apontam a preocupação dos americanos com o risco de uma guerra. Perguntas como “A Venezuela é segura?” e “Estamos em guerra com a Venezuela?” apareceram entre as principais, em um momento em que a política externa do presidente Donald Trump já gera tensões comerciais com diversas nações.
Já na Venezuela, as principais perguntas apontam um interesse da população em entender o potencial bélico dos americanos, com dúvidas como "O que são os destroyers americanos?", "Quantos submarinos os Estados Unidos têm?" e "Quantos militares os Estados Unidos têm?.
Conflito entre EUA e Venezuela: histórico e causas
Em entrevista ao programa BandNews do Mundo, apresentado pela jornalista Beatriz Ferrete, o especialista em segurança internacional Salvador Raza lembrou que o embate não começou agora. Segundo ele, a crise tem origem nas sanções econômicas impostas ainda no governo Barack Obama, que se intensificaram na gestão Trump, especialmente após o não reconhecimento da vitória de Nicolás Maduro nas eleições presidenciais.
O governo americano alega que suas ações buscam combater o narcotráfico. Maduro é acusado de integrar o Tren de Aragua, cartel de drogas que teria base na Venezuela.
Há risco de guerra entre EUA e Venezuela?
Apesar da tensão, Raza avalia que um conflito armado direto é improvável. “A possibilidade existe, mas a probabilidade é relativamente baixa”, afirma. Segundo ele, o poder militar dos Estados Unidos é incomparavelmente superior ao venezuelano. “Cada navio americano é superior a toda a marinha venezuelana. Se houver ações, seriam pontuais, com grande precisão contra alvos específicos.”
Enquanto isso, a Venezuela segue mergulhada em uma crise humanitária, com quase 8 milhões de refugiados e um governo cada vez mais isolado do Ocidente. Desde a revolução chavista, o país se aproximou de aliados como China, Irã, Cuba e Nicarágua, fortalecendo relações políticas e comerciais à margem do “mundo democrático”.
Para o especialista, o objetivo dos Estados Unidos é o lider venezuelano. “Querem declaradamente prender o Maduro e podem fazer isso”, conclui.
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