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Verão começa e SP pode bater recorde de calor na véspera do Natal

A causa desse calor persistente e da redução das chuvas é um sistema meteorológico conhecido como Alta Subtropical do Atlântico Sul (ASAS)

Da redação
DA REDAÇÃO

21/12/2025 • 10:34 • Atualizado em 21/12/2025 • 10:42

Calor

Calor

Foto: Roberto Dziura Jr/AEN

O verão começou oficialmente às 12h03 deste domingo (21), trazendo consigo uma previsão que coloca os paulistanos em alerta: os próximos dias serão marcados por um calor intenso e tempo seco. Segundo o Climatempo, a capital paulista tem chances reais de bater o recorde de temperatura do ano justamente na véspera de Natal, dia 24 de dezembro.

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Até o momento, a maior marca registrada em São Paulo em 2025 foi de 35,1°C, aferida pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) no dia 6 de outubro. A previsão para a próxima quarta-feira aponta termômetros próximos dos 35°C, o que pode igualar ou superar o índice histórico.

A causa desse calor persistente e da redução das chuvas é um sistema meteorológico conhecido como Alta Subtropical do Atlântico Sul (ASAS). Este sistema de alta pressão atua como um verdadeiro "bloqueio atmosférico", impedindo a chegada de frentes frias e inibindo a formação de nuvens.

De acordo com a meteorologista Josélia Pegorim, do Climatempo, o efeito será sentido em todo o Sudeste. "A expectativa é de temperaturas acima do normal em muitas áreas, especialmente na última semana de 2025", afirma. Embora cidades como Rio de Janeiro (que pode chegar a 38°C) e Belo Horizonte enfrentem calor extremo, apenas São Paulo está na rota de quebra de recorde anual.

Panorama nacional

O cenário de dias quentes e secos não se restringe a São Paulo. O "verão de bloqueio" deve espalhar o calor pelo País:

Sul e Interior do Nordeste: Máximas próximas de 35°C.

Região Norte: Temperaturas na casa dos 32°C.

Sudeste: Rio de Janeiro pode registrar as maiores marcas da região, chegando a 38°C.

La Niña e riscos de temporais

Apesar do predomínio de sol, o Climatempo faz uma ressalva importante: o risco de temporais isolados, porém intensos, permanece. O fenômeno La Niña (resfriamento das águas do Pacífico) deve ter uma influência moderada nesta temporada, afetando menos as temperaturas e focando mais na distribuição de chuvas no Norte e Nordeste.

A ASAS também influenciará a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), o corredor de umidade que liga a Amazônia ao Sudeste, definindo onde as chuvas serão mais frequentes ao longo da estação, que termina em 21 de março de 2026.

*Com informações da Agência Estado.