
Abelardo De La Espriella
REUTERS/Jair Coll
Neste domingo, houve eleições na Colômbia. O candidato direitista Abelardo de la Espriella ganhou a presidência da Colômbia por uma pequena margem de 1% de diferença contra seu rival, o esquerdista Iván Cepeda.
A apuração é preliminar, já que foi solicitada uma recontagem de votos e há contestações de seções eleitorais que já estão em andamento. Tanto Cepeda quanto o atual presidente, Gustavo Petro, ainda não reconheceram a derrota e disseram que é necessário aguardar o resultado oficial.
A direita deve assumir novamente o poder no país. Petro é o primeiro presidente de esquerda da história moderna da Colômbia. Venceu as eleições em 2022, mas não conseguiu fazer seu sucessor.
Abelardo de la Espriella fez sua campanha eleitoral criticando o sistema e se define como um “outsider”, admirador de Donald Trump, dos EUA; Javier Milei, da Argentina; e Nayib Bukele, de El Salvador.
Em sua campanha, prometeu agir com mão de ferro contra o crime, o narcotráfico e a corrupção, temas de maior debate na Colômbia. Suas propostas econômicas são a diminuição do Estado, incentivos a investimentos privados e estrangeiros, redução de impostos sobre empresas e apoio à exploração de petróleo e gás no país.
Na América do Sul, a Colômbia é mais um país que virou para a direita. Na Argentina, Milei entrou com a mesma campanha e levou a presidência. No Chile, José Antonio Kast. Na Bolívia, Rodrigo Paz. No Equador, Daniel Noboa. No Paraguai, Santiago Peña. No Peru, Keiko Fujimori — embora as eleições ainda estejam sendo contestadas, porque, assim como na Colômbia, foram muito apertadas.
Na Venezuela, os chavistas também perderam para a oposição de Edmundo González, mas fraudaram as eleições, e deu no que deu, com Maduro preso nos Estados Unidos.
Agora, a região aguarda o resultado das eleições no Brasil, em outubro deste ano. O maior país da região, liderado pelo presidente Lula, candidato da esquerda.
Premiê do Reino Unido renuncia
Aqui na Europa, a segunda-feira começa com uma mudança importante na política. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, do Partido Trabalhista, renunciou ao cargo após perder o apoio dentro do seu próprio partido, também ter uma popularidade muito baixa no Reino Unido e ver o seu rival político - o também trabalhista Andy Burnham - após ter vencido eleições legislativas complementares na semana passada.
Porém, pode seguir no cargo até setembro, quando o próximo premiê britânico será escolhido pelo próprio Partido Trabalhista, que continua com ampla maioria na chamada Câmara dos Comuns.
Starmer ficou no poder por pouco menos de dois anos. O Reino Unido, que sempre teve uma política mais estável, nos últimos anos, especialmente depois do Brexit (referendo de 2016), tem apresentado uma troca frequente de chefes de governo. 6 premies já passaram pelo cargo desde então .
Contribuem para isso o mau humor da população devido à perda do poder de compra e debates complexos, como imigração e segurança, que polarizam a sociedade.
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