
A manchete do jornal dinamarquês Ekstra Bladet grita, em letras maiúsculas: “AMADORES”. Acrescenta que “a Dinamarca foi humilhada”. A causa para tanto furor são os drones que passeiam por aeroportos e bases aéreas dinamarquesas sem serem abatidos ou, pelo menos, identificados.
Os drones voltaram nas últimas horas em várias regiões da Dinamarca, fechando mais uma vez o aeroporto de Aalborg. A polícia diz que não os abatem para não ferir ou matar pessoas em terra, que poderiam ser atingidos por estilhaços. Mas, e quanto a identificação? Seriam russos?
A hipótese mais aceita é a de que a Rússia está operando os drones para testar a OTAN. O presidente Donald Trump sugeriu abater um deles, ou algum caça russo que viole os espaços aéreos da Polônia, Romênia e Estônia. A resposta do Kremlin foi dura: “Derrube um jato russo, e a guerra vai começar”.
Os drones apareceram em 9 e 10 de setembro na Polônia. Caças da OTAN os perseguiram. E eles sumiram, misteriosamente. Três dias depois, eles surgiram na Romênia. E esta semana, dia 19, foi a vez de visitarem o centro, norte e sul da Dinamarca, para onde têm voltado nos últimos dias. A Noruega relatou três violações de seu espaço aéreo pela Rússia neste ano, as primeiras em uma década.
Os dinamarqueses suspeitam de “ataques híbridos” – ações para criar pânico e pressão em países da OTAN. Os drones são operados por profissionais e voam com o objetivo de intimidar e perturbar a infraestrutura crítica como aeroportos militares e civis.
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