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Zelenski define meta de entrada da Ucrânia na União Europeia para 2027

Presidente ucraniano classifica adesão como garantia de segurança contra a Rússia; comissária europeia vê ingresso como "inevitável".

Da redação, com Estadão Conteúdo
DA REDAÇÃO, COM ESTADÃO CONTEÚDO

27/01/2026 • 13:51 • Atualizado em 27/01/2026 • 13:57

Zelenski

Zelenski

REUTERS/Louisa Gouliamaki

O presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, afirmou que o país trabalha com o objetivo concreto de ingressar na União Europeia (UE) em 2027. Para o líder ucraniano, a adesão ao bloco representa uma das principais garantias de segurança para Kiev e para o restante do continente europeu no contexto do enfrentamento à Rússia.

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Segurança coletiva e apoio político

Em declaração realizada após conversa com o chanceler austríaco, Christian Stocker, Zelenski ressaltou que a integração europeia deve fortalecer a proteção mútua do bloco. Segundo o presidente, a Ucrânia pode oferecer contribuições significativas nas áreas de economia, tecnologia e defesa.

Zelenski destacou que a definição de uma data específica para a entrada reflete a expectativa de Kiev por apoio político contínuo dos parceiros europeus. O pedido formal de adesão foi feito em 2022, logo após o início da invasão russa em larga escala.

Obstáculos e o posicionamento da Hungria

Apesar do avanço nas etapas iniciais, o processo de adesão ainda enfrenta barreiras diplomáticas dentro do bloco. A Hungria, sob o comando do primeiro-ministro Viktor Orbán, tem sido a principal voz de resistência. Orbán argumenta que o ingresso ucraniano não deveria progredir enquanto o conflito armado estiver em curso no país.

Mesmo com a falta de unanimidade formal, a União Europeia tem buscado avançar nos trâmites técnicos. A comissária europeia para Ampliação, Marta Kos, classificou a entrada da Ucrânia como "inevitável" e descreveu o processo como um pilar essencial para a segurança política da região.

Reformas e exigências técnicas

Para que o cronograma de 2027 seja cumprido, o governo ucraniano precisa implementar uma lista extensa de reformas exigidas por Bruxelas. Essas exigências estão organizadas em seis grandes grupos fundamentais, que abrangem:

Mudanças profundas no Estado de Direito;

Funcionamento das instituições democráticas;

Ajustes no mercado interno;

Reformulação das relações externas.

Autoridades europeias avaliam que a celeridade do processo depende diretamente da velocidade com que Kiev conseguir aplicar essas transformações. A expectativa em Bruxelas é de que os trabalhos técnicos e políticos avancem de forma constante ao longo dos próximos anos.