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Zelensky e líderes europeus negociam nova ajuda militar à Ucrânia

Reunião em Londres discute reforço no envio de armas e criação de força de segurança para Kiev

Da redação
DA REDAÇÃO

24/10/2025 • 10:40 • Atualizado em 24/10/2025 • 10:45

O presidente a Ucrânia, Volodymyr Zelensky

O presidente a Ucrânia, Volodymyr Zelensky

Divulgação

O presidente a Ucrânia, Volodymyr Zelensky chegou a Londres nesta sexta-feira (24) para reuniões com líderes europeus sobre novas formas de ajuda militar ao país. O objetivo é proteger a Ucrânia de futuras agressões russas caso um cessar-fogo interrompa a guerra, que já dura mais de três anos.

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O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, defendeu o aumento do fornecimento de armas de longo alcance a Kiev. Ele se reuniu com Zelensy antes de uma reunião em Londres com os aliados de Kiev.

"Acredito que podemos fazer mais em termos de recursos, especialmente recursos de longo alcance", disse Starmer antes do encontro com Zelensky. "E, claro, há o trabalho vital da coalizão dos dispostos nas garantias de segurança necessárias", acrescentou.

O encontro, organizado por Starmer, também deve tratar da proteção da rede elétrica da ucraniana diante dos ataques diários de drones e mísseis russos. A expectativa é discutir o fortalecimento das defesas aéreas e o envio de mísseis com alcance suficiente para atingir o interior da Rússia.

As negociações buscam elevar a pressão sobre o presidente russo, Vladimir Putin. As medidas recentes incluem novas sanções impostas pelos Estados Unidos e países europeus contra as receitas da Rússia com exportações de petróleo e gás.

Putin tem resistido aos apelos por um acordo de paz e sustenta que os motivos da invasão são legítimos. “Repetidamente oferecemos a Putin a chance de pôr fim à sua invasão desnecessária, de interromper a matança e de convocar suas tropas, mas ele rejeita repetidamente essas propostas e qualquer chance de paz”, disse Starmer em comunicado.

Os aliados ocidentais ainda precisam definir o papel que desempenharão no futuro do conflito, que se aproxima do quarto ano. Entre as incertezas estão o financiamento da reconstrução da Ucrânia, as garantias de segurança no pós-guerra e os compromissos dos Estados Unidos em eventuais acordos.

Zelensky e Starmer se reúnem no Ministério das Relações Exteriores britânico com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, e o premiê da Holanda, Dick Schoof. Outros 20 líderes devem participar por videoconferência da chamada “coalizão dos dispostos”.

A reunião também busca desenvolver o conceito de uma “força de segurança” conjunta, ainda em estágio inicial. Segundo autoridades, ela deve incluir apoio aéreo e naval, sem o envio de tropas ocidentais para o território ucraniano.

O secretário de Defesa britânico, John Healey, afirmou que se trataria de “uma força para ajudar a proteger os céus, os mares, uma força para ajudar a treinar as forças ucranianas a defender sua nação”. A sede da estrutura deve alternar entre Paris e Londres a cada 12 meses.

A guerra não mostra sinais de enfraquecimento, já que uma guerra de atrito na linha de frente mata milhares de soldados de ambos os lados, enquanto bombardeios de drones e mísseis causam danos nas áreas de retaguarda.

*Com informações do Estadão Conteúdo e de agências internacionais