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Zelensky afirma que EUA deram prazo até junho para fim da guerra na Ucrânia

Em meio a ataques russos contra rede elétrica, Trump sinaliza avanço em negociações; nova rodada deve ocorrer em Miami

FELIPE KIELING

08/02/2026 • 15:36 • Atualizado em 08/02/2026 • 15:36

Resumo

Declaração do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky aponta que os Estados Unidos estabeleceram junho como prazo para o fim da guerra entre Rússia e Ucrânia, após reuniões diplomáticas envolvendo representantes americanos, russos e ucranianos, incluindo a proposta de novas negociações em Miami e sinalização positiva do ex-presidente Donald Trump.

Ofensiva russa intensificada, com ataques aéreos envolvendo mais de 400 drones e 40 mísseis, atingiu a infraestrutura elétrica da Ucrânia, agravando a crise humanitária durante o inverno rigoroso e deixando cidades como Kiev e Kharkiv sem energia e população civil buscando abrigo contra temperaturas extremas.

Pressão do governo ucraniano por apoio de aliados europeus, especialmente sistemas de defesa aérea, aumentou diante da destruição de serviços básicos, enquanto a escalada dos ataques russos gerou alertas na OTAN e levou a Polônia a fechar aeroportos, alimentando apreensão sobre a resolução do conflito até o prazo estipulado.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que o governo dos Estados Unidos estabeleceu o mês de junho como prazo para que Rússia e Ucrânia encerrem o conflito armado. A declaração ocorre no momento em que a guerra se aproxima da marca de quatro anos e a pressão internacional por um acordo de paz atinge novos patamares nos bastidores diplomáticos.

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O anúncio sucede a segunda rodada de reuniões entre representantes russos, americanos e ucranianos realizada nesta semana. De acordo com Zelensky, a proposta atual inclui a realização de uma nova etapa de negociações em solo americano, na cidade de Miami. O presidente Donald Trump classificou as conversas recentes como "muito boas", sinalizando um possível avanço no diálogo entre as potências.

O frio como arma de guerra

Enquanto a diplomacia tenta estabelecer um cronograma para a paz, o cenário no território ucraniano é de crise humanitária agravada pelo inverno rigoroso. A Rússia intensificou os ataques contra pontos vitais da infraestrutura de energia da Ucrânia, utilizando o clima como ferramenta estratégica de pressão.

Na última madrugada, as forças russas lançaram uma ofensiva composta por mais de 400 drones e cerca de 40 mísseis. O alvo principal foi a rede elétrica, atingindo subestações, usinas e linhas de distribuição. O impacto deixou regiões inteiras sem luz, forçando famílias em cidades como Kiev e Kharkiv a buscarem abrigo nas estações de metrô para fugir de temperaturas que chegam a 15 graus negativos.

Pressão sobre aliados e reflexos na OTAN

Diante da destruição do sistema elétrico, Zelensky voltou a cobrar dos aliados europeus o envio imediato de sistemas de defesa aérea e mísseis. O objetivo é proteger o céu ucraniano e evitar que a população civil continue desassistida de serviços básicos, como aquecimento e água quente, durante o período mais crítico do inverno.

A escalada dos ataques russos também gerou alertas na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). A vizinha Polônia, estado-membro da aliança, chegou a fechar dois aeroportos em decorrência da instabilidade provocada pela ofensiva aérea russa nas proximidades de sua fronteira.

Expectativa por junho

Apesar do otimismo diplomático em torno das reuniões em Miami e do prazo estipulado por Washington, a realidade no front permanece crítica. Para os milhões de ucranianos que enfrentam o blecaute e o gelo, a perspectiva de uma resolução apenas em junho é vista com apreensão.

A estratégia de Moscou em transformar o frio em arma dificulta a resistência civil e aumenta a urgência ucraniana por uma solução militar ou diplomática que interrompa a destruição da infraestrutura de sobrevivência do país.

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