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Pré-candidato à Presidência, Zema critica PT: 'Brasil está sendo destruído'

Ao relembrar sua gestão iniciada em 2019, o ex-governador afirmou que chegou o momento de “fazer a mesma coisa pelo Brasil”

Da redação
DA REDAÇÃO

22/03/2026 • 14:05 • Atualizado em 22/03/2026 • 14:15

Romeu Zema

Romeu Zema

Dirceu Aurélio / Imprensa MG

Resumo

Renúncia de Romeu Zema ao governo de Minas Gerais ocorreu neste domingo (22), com transferência do cargo para o vice Mateus Simões, em cerimônia marcada por críticas ao governo federal e discurso de intenção presidencial.

Discurso de Zema destacou insatisfação com a situação econômica, denúncias de corrupção e defesa de expansão do modelo de gestão mineiro para o Brasil, além de negação de possível aliança como vice em chapa da direita.

Posse de Mateus Simões contou com agradecimento ao antecessor, promessa de continuidade administrativa, críticas ao governo federal por falta de apoio em obra sobre o Rio Grande e menção ao cenário eleitoral, em que aparece atrás do senador Cleitinho Azevedo nas pesquisas.

Romeu Zema (Novo) renunciou neste domingo (22) ao governo de Minas Gerais e transferiu o cargo ao vice, Mateus Simões (PSD). Durante a cerimônia de transmissão, Zema — que pretende disputar a Presidência da República neste ano — adotou um tom eleitoral e fez críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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Ao relembrar sua gestão iniciada em 2019, o ex-governador afirmou que chegou o momento de “fazer a mesma coisa pelo Brasil”. Em discurso, criticou a situação econômica e a corrupção no país, dizendo que a população “não aguenta mais” dificuldades no dia a dia.

Zema também declarou que o Brasil está sendo prejudicado pela atual gestão federal e por um “sistema” que, segundo ele, já teria impactado Minas Gerais no passado. Apesar das críticas, afirmou acreditar no potencial do país, destacando que o problema não seria a falta de recursos, mas a má gestão.

Ainda segundo ele, a população não busca um país perfeito, mas sim um país que funcione e atenda aos cidadãos. O ex-governador concluiu dizendo que a mudança iniciada em Minas deve agora ser ampliada para todo o Brasil.

Embora se coloque como pré-candidato à Presidência, Zema também é citado nos bastidores como possível vice em uma chapa da direita, como a do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) — cenário que ele nega.

Novo governador faz acenos e críticas

Empossado na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Mateus Simões agradeceu a Zema e afirmou que pretende dar continuidade aos projetos iniciados pela gestão anterior, além de avançar em novas ações junto aos deputados estaduais. A cerimônia contou com a presença do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab.

Simões também criticou o governo federal ao mencionar a situação de uma ponte sobre o Rio Grande, apontando falta de responsabilidadesobre a estrutura. Segundo ele, apesar de o rio ser de domínio da União, não há clareza sobre quem deve arcar com a manutenção.

O novo governador afirmou que a obra de recuperação será financiada pelos governos de Minas Gerais e de São Paulo e ironizou a ausência de apoio federal, sugerindo que não espera ajuda de Brasília. Ao comentar o tema, citou o governador paulista Tarcísio de Freitas em tom descontraído.

Pré-candidato ao governo estadual, Simões aparece atrás nas pesquisas recentes. Levantamento do instituto Real Time Big Data divulgado no último dia 13 indica liderança do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), com intenções de voto entre 30% e 40%, enquanto Simões varia de 9% a 19%, a depender do cenário.

*Com informações do Estadão Conteúdo