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Zona da Mata mineira registra o fevereiro mais chuvoso em 30 anos

Juiz de Fora registra o triplo da média histórica de chuva; transbordamento do Rio Paraibuna e do Ribeirão Ubá deixam rastro de destruição e mortes

Da redação
DA REDAÇÃO

25/02/2026 • 01:54 • Atualizado em 25/02/2026 • 01:54

Zona da Mata mineira registra o fevereiro mais chuvoso em 30 anos

Zona da Mata mineira registra o fevereiro mais chuvoso em 30 anos

Pilar Olivares/Reuters

A região da Zona da Mata, em Minas Gerais, enfrenta o mês de fevereiro mais chuvoso das últimas três décadas. O volume de precipitação acumulado desde o início do mês superou marcas históricas, resultando em inundações severas, mortes e destruição em diversas cidades.

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De acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o acumulado em Juiz de Fora, do dia 1º até a manhã desta terça-feira (24), atingiu 579,3 milímetros. Esse valor representa mais que o triplo da média histórica para o período no município.

A situação crítica é agravada pela geografia da região. Por ser uma área montanhosa, o escoamento das águas ocorre de forma acelerada em direção aos leitos dos rios. Em Juiz de Fora e Matias Barbosa, o volume excessivo fez o Rio Paraibuna transbordar. Em Ubá, os afluentes também não suportaram a vazão, com destaque para o transbordamento do Ribeirão Ubá, que atingiu áreas urbanas.

Temporais e solo encharcado elevaram riscos

O cenário de destruição foi potencializado por um temporal na noite de segunda-feira (23). Com o solo já saturado devido às chuvas constantes desde o início do mês, a capacidade de absorção da terra era mínima.

Segundo a Defesa Civil de Juiz de Fora, a cidade registrou 190 milímetros de chuva em apenas quatro horas. O volume registrado nesse curto intervalo supera o esperado para todo o mês de fevereiro, que é de 170 milímetros.

A análise das condições meteorológicas indica que o volume de água despejado sobre a Zona da Mata em 2026 é atípico. A combinação de solo encharcado e chuvas intensas em curtos períodos transformou córregos e rios em ameaças imediatas às populações ribeirinhas e áreas baixas das cidades castigadas. As autoridades locais mantêm o alerta máximo devido ao risco de novos deslizamentos de terra em encostas e desabamentos de estruturas fragilizadas pela umidade.

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