Humanização de pets impulsiona busca por planos funerários
Os pets há muito tempo deixaram de ser apenas companheiros de casa para assumirem um papel central nos lares modernos. Hoje, cães e gatos são reconhecidos

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Os pets há muito tempo deixaram de ser apenas companheiros de casa para assumirem um papel central nos lares modernos. Hoje, cães e gatos são reconhecidos como verdadeiros integrantes da família, uma mudança de perspectiva que transforma hábitos de consumo, decisões financeiras e a forma como os tutores cuidam de todas as fases da vida desses animais. A força desse vínculo afetivo tem gerado um impacto direto em um setor específico: a procura por serviços estruturados de despedida, planos funerários, cerimônias de homenagem e cremação individual.
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Essa tendência reflete um comportamento global. Um levantamento realizado pela U.S. News & World Report revela que 30% dos tutores investem mais recursos financeiros com os animais de estimação do que com a própria saúde. A mesma pesquisa aponta que 37% dos entrevistados tratam seus companheiros como "realeza mimada", retratando a intensa humanização e o aprofundamento das relações entre pessoas e animais.
Para Elisangela Minato, Coordenadora do Colina Pet e Cerimonial do Grupo Colina, a busca por rituais de despedida acompanha uma profunda transformação cultural. "Os pets são tratados como membros da família. Os tutores cuidam deles durante toda a vida e, quando chega o momento da despedida, buscam proporcionar a mesma dignidade, carinho e respeito que sempre fizeram parte da relação. Existe um sentimento de gratidão muito grande, e a despedida passa a ser uma forma de homenagear essa história", destaca Elisangela.
A consolidação das famílias multiespécies
O avanço na demanda por esses serviços está diretamente associado à consolidação das chamadas famílias multiespécies. Casais sem filhos, pessoas que moram sozinhas e novos perfis de tutores investem continuamente em alimentação de alta qualidade, saúde preventiva, conforto e bem-estar. Quando o ciclo de vida se encerra, esse público busca alternativas humanizadas para lidar com a perda de forma respeitosa.
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A evolução desse mercado, contudo, não se apoia apenas no aumento da população de animais de estimação, mas também na expansão e profissionalização da oferta de produtos e serviços especializados. O tema tem conquistado espaço em feiras do setor funerário e atraído o interesse de corporações de múltiplos segmentos, incluindo companhias de seguros e instituições financeiras.
No Brasil, o debate sobre o luto e os direitos pós-morte dos animais ainda avança de forma gradual. Um marco recente ocorreu em fevereiro de 2026, quando o Governo do Estado de São Paulo sancionou a lei — popularmente conhecida como Lei Bob Coveiro — que autoriza o sepultamento de cães e gatos em jazigos e campas pertencentes às famílias. Contudo, a regulamentação final e a autonomia da decisão permanecem sob a alçada dos municípios, gerando discussões contínuas.
Alternativas de acolhimento e eternização de memórias
Diante da dor da perda, a cremação individual surge como uma das opções mais procuradas. O procedimento garante aos tutores o recebimento exclusivo das cinzas, oferecendo um suporte emocional relevante para o enfrentamento do luto.
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Para suavizar a complexidade desse momento, empresas especializadas têm estruturado soluções completas. O Plano Colina Pet, por exemplo, engloba etapas como a remoção do animal, preparação para a despedida, cerimônia de homenagem, carta de despedida, cremação individual, certificado de cremação e a devolução das cinzas.
Como diferencial de acolhimento, o Grupo Colina disponibiliza itens de memória afetiva, tais como:
- Caixa de lembrança com pingente para armazenamento de cinzas;
- Vídeo de memória personalizado;
- Porta-retrato moldado no formato da pata do animal;
- Chaveiro contendo pelos do pet.
A estrutura física também faz a diferença: o espaço conta com uma sala de acolhimento projetada especificamente para receber as famílias enlutadas e outros animais de estimação durante o processo de despedida.
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Perspectivas futuras
À medida que os animais ocupam um espaço cada vez mais significativo no cotidiano e no coração das pessoas, a busca por soluções que encerrem esse ciclo com respeito, acolhimento e significado tende a se expandir. A projeção do mercado é de avanço contínuo nos próximos anos, acompanhando a evolução dos laços entre os tutores e seus companheiros de quatro patas. Atualmente, modalidades estruturadas de planos funerários voltados aos animais — a exemplo do modelo oferecido pelo Grupo Colina — funcionam como um benefício integrado, disponível para clientes que já integram o plano de assistência para humanos.
