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Humanização de pets impulsiona busca por planos funerários

Os pets há muito tempo deixaram de ser apenas companheiros de casa para assumirem um papel central nos lares modernos. Hoje, cães e gatos são reconhecidos

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30/10/2026 08:00 • Atualizado há 2 horas

Humanização de pets impulsiona busca por planos funerários

Unsplash

Os pets há muito tempo deixaram de ser apenas companheiros de casa para assumirem um papel central nos lares modernos. Hoje, cães e gatos são reconhecidos como verdadeiros integrantes da família, uma mudança de perspectiva que transforma hábitos de consumo, decisões financeiras e a forma como os tutores cuidam de todas as fases da vida desses animais. A força desse vínculo afetivo tem gerado um impacto direto em um setor específico: a procura por serviços estruturados de despedida, planos funerários, cerimônias de homenagem e cremação individual.

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Essa tendência reflete um comportamento global. Um levantamento realizado pela U.S. News & World Report revela que 30% dos tutores investem mais recursos financeiros com os animais de estimação do que com a própria saúde. A mesma pesquisa aponta que 37% dos entrevistados tratam seus companheiros como "realeza mimada", retratando a intensa humanização e o aprofundamento das relações entre pessoas e animais.

Para Elisangela Minato, Coordenadora do Colina Pet e Cerimonial do Grupo Colina, a busca por rituais de despedida acompanha uma profunda transformação cultural. "Os pets são tratados como membros da família. Os tutores cuidam deles durante toda a vida e, quando chega o momento da despedida, buscam proporcionar a mesma dignidade, carinho e respeito que sempre fizeram parte da relação. Existe um sentimento de gratidão muito grande, e a despedida passa a ser uma forma de homenagear essa história", destaca Elisangela.

A consolidação das famílias multiespécies

O avanço na demanda por esses serviços está diretamente associado à consolidação das chamadas famílias multiespécies. Casais sem filhos, pessoas que moram sozinhas e novos perfis de tutores investem continuamente em alimentação de alta qualidade, saúde preventiva, conforto e bem-estar. Quando o ciclo de vida se encerra, esse público busca alternativas humanizadas para lidar com a perda de forma respeitosa.

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A evolução desse mercado, contudo, não se apoia apenas no aumento da população de animais de estimação, mas também na expansão e profissionalização da oferta de produtos e serviços especializados. O tema tem conquistado espaço em feiras do setor funerário e atraído o interesse de corporações de múltiplos segmentos, incluindo companhias de seguros e instituições financeiras.

No Brasil, o debate sobre o luto e os direitos pós-morte dos animais ainda avança de forma gradual. Um marco recente ocorreu em fevereiro de 2026, quando o Governo do Estado de São Paulo sancionou a lei — popularmente conhecida como Lei Bob Coveiro — que autoriza o sepultamento de cães e gatos em jazigos e campas pertencentes às famílias. Contudo, a regulamentação final e a autonomia da decisão permanecem sob a alçada dos municípios, gerando discussões contínuas.

Alternativas de acolhimento e eternização de memórias

Diante da dor da perda, a cremação individual surge como uma das opções mais procuradas. O procedimento garante aos tutores o recebimento exclusivo das cinzas, oferecendo um suporte emocional relevante para o enfrentamento do luto.

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Para suavizar a complexidade desse momento, empresas especializadas têm estruturado soluções completas. O Plano Colina Pet, por exemplo, engloba etapas como a remoção do animal, preparação para a despedida, cerimônia de homenagem, carta de despedida, cremação individual, certificado de cremação e a devolução das cinzas.

Como diferencial de acolhimento, o Grupo Colina disponibiliza itens de memória afetiva, tais como:

  • Caixa de lembrança com pingente para armazenamento de cinzas;
  • Vídeo de memória personalizado;
  • Porta-retrato moldado no formato da pata do animal;
  • Chaveiro contendo pelos do pet.

A estrutura física também faz a diferença: o espaço conta com uma sala de acolhimento projetada especificamente para receber as famílias enlutadas e outros animais de estimação durante o processo de despedida.

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Perspectivas futuras

À medida que os animais ocupam um espaço cada vez mais significativo no cotidiano e no coração das pessoas, a busca por soluções que encerrem esse ciclo com respeito, acolhimento e significado tende a se expandir. A projeção do mercado é de avanço contínuo nos próximos anos, acompanhando a evolução dos laços entre os tutores e seus companheiros de quatro patas. Atualmente, modalidades estruturadas de planos funerários voltados aos animais — a exemplo do modelo oferecido pelo Grupo Colina — funcionam como um benefício integrado, disponível para clientes que já integram o plano de assistência para humanos.

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