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Dermatites são os segundo maior problema dos cães no Brasil

Estima-se que pelo menos 8,2 milhões de cachorros sofram com coceiras e irritações de pele; multinacional lança medicamento inédito no país

VIVIANE TAGUCHI

14/05/2026 • 18:17 • Atualizado em 14/05/2026 • 18:17

Dermatite atópica pode acometer mais de 8 milhões de cachorros brasileiros

Dermatite atópica pode acometer mais de 8 milhões de cachorros brasileiros

Freepik

As doenças dermatológicas já são o segundo maior problema dos cachorros brasileiros e só perdem para doenças gastrointestinais. As alergias podem ser provocadas por alimentos, como proteínas de origem animal, picadas de pulga ou até mesmo por fatores ambientais - pólen, fumaça, areia, grama, terra, entre outros. Neste caso, a doença é chamada de dermatite atópica canina (DAC).

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Segundo a MSD Saúde Animal, que acaba de lançar um medicamento inédito no Brasil para o tratamento de dermatites atópicas, em torno de 8,2 milhões de cachorros sofrem com as coceiras. A dermatite atópica canina (DAC) funciona de forma muito semelhante à humana: é uma predisposição genética em que o cão desenvolve uma hipersensibilidade a elementos do ambiente, como pólens, ácaros e fungos.

Diferente dos humanos, que podem ter rinite ou asma, a alergia no cão manifesta-se quase exclusivamente pela pele. Como a barreira cutânea desses cães é mais sensível, a pele perde água com facilidade e se torna uma porta de entrada para alérgenos, resultando em um ciclo de coceira e inflamação que exige atenção vitalícia. “A dermatite atópica canina não tem cura. Este animal será alérgico durante toda a sua vida, no entanto, há tratamentos que podem controlar a ocorrência da doença”, explica o médico veterinário Márcio Barboza, responsável técnico da MSD.

Nesta semana, a multinacional lançou um produto inédito no mercado brasileiro, e voltado especificamente para cães que sofrem de dermatite atópica. O Numelvi (atinvicitinibe) é um inibidor de uma enzima chamada JAK de segunda geração, que atua com alta seletividade na enzima JAK1, a principal responsável por desencadear os processos de inflamação e prurido (coceira) em cães. “No organismo do cachorro, o sistema que desencadeia a alergia é composto por JAK1, JAK2, JAK3 e TYK2”, diz o veterinário. “A JAK1 é responsável por desencadear o processo de coceira e inflamatório, enquanto a JAK2 atua na formação de novas células do sangue e a JAK3, responsável pela ativação e desenvolvimento de células associadas à imunidade, e a TYK2 é uma enzima responsável por causar. Ou seja, o medicamento atua somente na JAK1 e não interfere na função imunológica e, por isso, se torna mais seguro”.

De acordo com Barboza, os sintomas começam a desaparecer duas horas após a ingestão do comprimido (em doses que variam de acordo com o peso do cachorro), mas o tratamento é contínuo e diário. “O comprimido não tem sabor porque muitas vezes, o cão é alérgico a algum alimento”, explicou.

A novidade é apresentada ao mercado em diferentes miligramagens, em embalagens com 30 a 90 comprimidos sulcados e podem ser administrados em filhotes a partir de 6 meses. Os preços variam de R$ 150 a R$ 600, segundo a MSD.

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