Política

Alcolumbre avaliará situação de Flávio no Senado após senador votar em PEC

Líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, questionou presidente da Casa por voto do senador direto dos EUA

2 min

04/11/2026 22:08 • Atualizado há 2 horas

Alcolumbre avaliará situação de Flávio no Senado após senador votar em PEC

Flávio Bolsonaro

Adriano Machado/Reuters

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou nesta quarta-feira (4) que avaliará a situação de Flávio Bolsonaro (PL), que fugiu para os Estados Unidos após ser derrotado na disputa presidencial. A afirmação foi feita após o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), questionar o voto do senador na PEC da Segurança.

Continua depois da publicidade

"O senador Flávio Bolsonaro teve condições de votar por um único motivo. Em toda sessão convocada de forma semipresencial, nossos colegas senadores podem votar pelo aplicativo e registrar presença. Vamos avaliar a questão de ordem apresentada por Vossa Excelência para ver qual encaminhamento podemos dar", declarou Alcolumbre, durante sessão.

Randolfe argumentou que Flávio deixou o Brasil sem comunicar o Senado. De acordo com o Regimento Interno do Senado, todo parlamentar é obrigado a informar a Mesa Diretora da Casa sobre a suas saídas do território nacional e informar o tempo de afastamento.

Investigações em andamento

No dia 27 de outubro, Flávio Bolsonaro fugiu para os Estados Unidos depois do resultado das eleições brasileiras, em que foi derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele foi acompanhado da esposa, a dentista Fernanda Bolsonaro, e as duas filhas do casal.

Continua depois da publicidade

Segundo a imprensa internacional, a fuga de Flávio do Brasil foi planejado sob forte esquema de segurança. Ele teria viajado por Argentina e Equador para chegar ao país após determinação de entrega de passaportes (pessoal e parlamentar) à Justiça.

No Brasil, Flávio é investigado em três inquéritos que correm no Supremo Tribunal Federal (STF). O primeiro inquérito envolve suspeitas de evasão de divisas, lavagem de dinheiro e ocultação de bens, a partir de investigações da Polícia Federal que apontam o uso de contas em um paraíso fiscal ligadas a apostas e movimentações no exterior, tendo o seu nome cadastrado como "usuário master".

O segundo apura o financiamento milionário de R$ 134 milhões para o filme "Dark Horse", sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, com suspeitas de que parte dos recursos pagos por um banqueiro tenha sido destinada a despesas do deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

Continua depois da publicidade

O terceiro inquérito, aberto em 2024, investiga a suposta prática de calúnia devido à divulgação de mensagens que associavam falsamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao narcotráfico.

Embora o parlamentar perca a imunidade e o foro privilegiado ao fim de seu mandato de senador, no início de 2027, as apurações continuam no STF, cabendo à Corte decidir se manterá os processos ou se os remeterá para instâncias inferiores.

Com Estadão Conteúdo

Continua depois da publicidade

Tópicos relacionados