Política

Aldo: Sem Flávio, Tarcísio já fala como líder da oposição e sepulta passado

Ex-ministro analisa movimentos de Tarcísio, Michelle, Nikolas e Valdemar após saída de Flávio e espaço vago na oposição

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28/10/2026 17:19 • Atualizado há 1 hora

Em entrevista ao programa Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes, o ex-ministro Aldo Rebelo afirmou que, com a saída de Flávio Bolsonaro do país, a direita brasileira já se movimenta para ocupar o vácuo de poder, com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o deputado Nikolas Ferreira, entre os nomes em disputa pelo protagonismo.

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Rebelo, que comandou os Ministérios da Defesa, Ciência e Tecnologia, Esporte e Coordenação Política nos governos Lula e Dilma, apoiou a candidatura de Flávio Bolsonaro e agora analisa o rearranjo das forças à direita após o afastamento do filho do ex-presidente da cena política nacional.

Legitimidade das eleições e reacomodação no PL

Na entrevista, o ex-ministro ressaltou que o debate sobre contestação do resultado eleitoral perdeu força porque, segundo ele, as principais lideranças ligadas ao bolsonarismo já reconheceram o governo eleito.

"Discutir a legitimidade, o governador de São Paulo já reconheceu a eleição, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, que foi nomeado pelo ex-presidente Bolsonaro, o Kássio Nunes, já disse que as eleições foram normais. Mas todos esses partidos que, de certa forma, apoiaram o Flávio, já reconheceram o governo."

Ao citar o papel do PL, Rebelo destacou a atuação de Michelle Bolsonaro, eleita senadora pelo Distrito Federal, e de Valdemar Costa Neto, presidente da sigla, em conversas sobre os próximos passos da direita.

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"A dona Michele já se reuniu com o Valdemar da Costa Neto para tratar do futuro. O governador de São Paulo já fala como líder da oposição, já sepulta esse passado. Ao invés de se tornar grato ao Flávio, é como se o Flávio fosse parte do esquema dele. Ele agradeceu o Flávio por quê? Ele foi o candidato a presidente? Ele foi o candidato a governador. Não, mas já é a candidatura ao protagonismo, a substituição do protagonismo da família e dos irmãos pelo novo protagonismo do governador de São Paulo, quem sabe de outros governadores, da própria primeira-dama, da Michele, do deputado de Minas Gerais, do Nicolas. Esses protagonistas vão querer assumir a liderança."