Política

Comandante do Exército fugiu no meio da guerra, diz Aldo sobre Flávio

Ex-ministro contesta viagem do senador ao exterior sem avisar aliados e aponta sentimento de indignação na oposição

2 min

28/10/2026 16:28 • Atualizado há 1 hora

O ex-ministro Aldo Rebelo criticou a decisão do senador Flávio Bolsonaro (PL) de deixar o Brasil rumo aos Estados Unidos após a derrota nas eleições presidenciais e o cancelamento de seu passaporte por determinação do ministro Alexandre de Moraes, em entrevista ao Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes.

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Aldo, que atuou como ministro da Defesa, da Ciência, Tecnologia e Inovação, do Esporte e de Coordenação Política e Assuntos Institucionais durante os governos Lula e Dilma, apoiou a candidatura presidencial do parlamentar. Na avaliação do ex-ministro, a viagem desamparou a base partidária em um momento decisivo.

“Líder da oposição sai do país e vai embora. Ou seja, no meio de uma guerra, você procura o comandante do exército da oposição, cadê? Saiu do país. Ou seja, cadê o Churchill na Segunda Guerra? Não, foi embora para os Estados Unidos. Cadê o Roosevelt? Foi embora para o Brasil. Cadê o Stalin? Foi embora para a Mongólia, não sei para onde", disse.

"Eu acho que não é um comportamento adequado, numa hora dessa, o líder da oposição deixar o país. Isso não sou eu que acho. Também, conversando com vários integrantes da oposição, a opinião é a mesma. Gerou uma mistura de decepção com indignação essa saída do ex-candidato Flávio", afirmou Aldo Rebelo.

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"Fugir e deixar 60 milhões de eleitores é lamentável"

O ex-ministro ressaltou que a viagem aos Estados Unidos ocorreu sem comunicação prévia aos principais articuladores políticos do grupo. Segundo o ex-ministro, a ausência de diálogo com os aliados acentuou o descontentamento interno no bloco.

“É lamentável o candidato fugir do país. Você usa essa expressão, o paradeiro. O paradeiro é de alguém que está desaparecido. O destino dele não é desconhecido, vai para os Estados Unidos. A oposição lamentou, o senador Rogério Marinho, que foi o coordenador político da campanha do Flávio e que é colega dele no Senado, não sabia. O governador de São Paulo (Tarcísio) também não sabia, as lideranças não sabiam. Ou seja, sequer comunicou aos líderes, aos aliados que conduziram a sua campanha. E acho que, desse ponto de vista também, fugir do país, deixar 60 milhões de eleitores e uma parte da população que segue ou que seguiu, também eu acho, desse ponto de vista, lamentável”, concluiu o ex-ministro.