Política

Andrei Rodrigues: quem é o ex-diretor-geral da PF afastado pelo STF

Gestão teve repercussão com investigações sobre atos antidemocráticos e combate à corrupção e fraudes financeiras

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08/09/2026 10:47 • Atualizado há 10 horas

Andrei Rodrigues: quem é o ex-diretor-geral da PF afastado pelo STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal nesta terça-feira (8). A decisão ocorre em meio a uma crise no tribunal, após investigadores indicarem, desde a última quinta (3), a intenção do magistrado de promover a remoção de Rodrigues da liderança da corporação. Quem assumirá a vaga é o diretor-executivo da instituição, cargo atualmente ocupado pelo delegado William Marcel Murad, de classe especial da carreira.

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Perfil e trajetória na Polícia Federal

Nascido em Pelotas (RS), Andrei Augusto Passos Rodrigues é delegado de carreira da Polícia Federal e construiu uma trajetória de destaque na segurança pública nacional. Formado em Direito, ingressou na corporação em 2002 e acumulou experiências em operações sensíveis e de grande repercussão ao longo dos anos. Ele ganhou projeção nacional e reconhecimento institucional por sua atuação firme no combate a crimes federais e na gestão de segurança de autoridades.

Entre os principais marcos de sua carreira, Rodrigues chefiou a segurança de grandes eventos internacionais realizados no Brasil, como os Jogos Olímpicos de 2016 e a Copa do Mundo de 2014, além de ter coordenado a segurança de campanhas presidenciais. Antes de assumir a direção-geral da Polícia Federal, o delegado já havia ocupado cargos estratégicos na estrutura do órgão, consolidando trânsito institucional tanto no âmbito policial quanto nos Três Poderes.

Desafios e o impacto do afastamento

A gestão de Andrei Rodrigues à frente da corporação foi marcada por pressões políticas e pela condução de investigações complexas que envolveram figuras centrais da política nacional. O delegado assumiu o comando da instituição com a missão de reestruturar áreas sensíveis e reforçar a autonomia investigativa da polícia judiciária da União.

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Um dos casos de maior repercussão foi a condução das investigações sobre atos antidemocráticos e trama golpista que levaram à prisão o ex-presidente Jair Bolsonaro. Também marcaram a sua gestão operações de combate à corrupção e fraudes financeiras, como a Compliance Zero (fraudes financeiras no Banco Master), a Sem Desconto (fraudes em descontos do INSS) e a Overclean (desvio de recursos públicos de emendas parlamentares).