Corte de gastos e rigor fiscal: veja pontos da reunião de Lula com ministros
Presidente reuniu equipe econômica e ex-ministros após decisão do Banco Central sobre juros
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva debateu medidas de contenção de despesas públicas e defendeu a responsabilidade fiscal em reunião realizada no Palácio do Planalto, em Brasília. O encontro, que durou cerca de três horas, ocorreu logo após o Banco Central interromper a sequência de reduções na taxa básica de juros.
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A convocação reuniu o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e os chefes das pastas da Casa Civil, do Planejamento e da Gestão. Também participaram das discussões o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, os ex-ministros da Fazenda Fernando Haddad e Guido Mantega, além de economistas convidados.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, chegou a ser convidado para o encontro em Brasília. O dirigente, no entanto, não compareceu em cumprimento ao período de silêncio do Comitê de Política Monetária (Copom), regra que impede manifestações de autoridades da autoridade monetária até a publicação oficial da ata da reunião.
Ajuste gradual do orçamento e proteção social
Durante as conversas com os auxiliares da área econômica, Lula solicitou propostas concretas para limitar despesas obrigatórias e cortar gastos previstos no orçamento da União. O direcionamento estabelecido pelo presidente busca reequilibrar as contas públicas gradualmente, preservando os recursos voltados aos programas sociais.
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A estratégia traçada pela equipe governamental pretende criar condições macroeconômicas favoráveis para a retomada dos cortes na taxa Selic no médio prazo. Ao mesmo tempo, a administração federal quer garantir sustentabilidade financeira para as ações de transferência de renda no longo prazo.
O pacote com as determinações fiscais deve ser divulgado oficialmente somente após a conclusão do roteiro internacional do chefe do Executivo. A agenda de viagens de Lula para este mês prevê compromissos oficiais em nações da Europa e da Ásia.
Aceno ao mercado financeiro e cenário político
No encerramento da tarde, o presidente fez um aceno explícito a investidores ao discursar em evento público. Na ocasião, Lula apontou a estabilidade e a disciplina orçamentária como condições indispensáveis para atrair empresas globais interessadas na exploração e no processamento de minerais críticos no país.
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A sinalização ocorre em um momento de forte expectativa do mercado financeiro, que cobra um ajuste fiscal relevante nas despesas primárias. Paralelamente, lideranças do setor produtivo acompanham as movimentações sobre o desenho do comando da política econômica governamental.
O nome de Geraldo Alckmin ganha espaço nas articulações sobre a condução econômica. O vice-presidente tem recebido indicações de maior protagonismo na gestão e desponta como alternativa para estruturar uma equipe com economistas de renome no cenário nacional.
