Defesa de Bolsonaro pede anulação de condenação; Nunes Marques será relator
Político foi condenado a 27 anos e três meses de reclusão. Atualmente, Jair Bolsonaro cumpre a pena em prisão domiciliar
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um novo pedido de revisão criminal para tentar anular a condenação na ação penal relacionada à trama golpista. A ação terá como relator o ministro Kassio Nunes Marques.
Continua depois da publicidade
O político foi condenado a 27 anos e três meses de reclusão. Atualmente, Jair Bolsonaro cumpre a pena em prisão domiciliar.
“Ante o exposto, considerando a presença dos requisitos legais da tutela provisória de urgência, requer a concessão de medida liminar para determinar a imediata suspensão dos efeitos da condenação penal imposta ao requerente”, destacou a defesa na petição encaminhada ao ministro Edson Fachin, presidente do STF.
O pedido de revisão criminal cita a apresentação de uma “prova nova”, que beneficia o requerente, “consubstanciada em Parecer Técnico que identifica diversas quebras na cadeia de custódia das provas digitais (relacionadas a dispositivos eletrônicos apreendidos)”.
O documento, com mais de 80 páginas, foi assinado pela equipe jurídica liderada pelo advogado Celso Sanchez Vilardi, a peça utiliza como base os posicionamentos e argumentos proferidos pelo próprio ministro Alexandre de Moraes durante sessão no STF realizada em 15 de setembro.
Continua depois da publicidade
Na ocasião, ao debater procedimentos no âmbito do caso envolvendo o Banco Master, Moraes e os ministros Gilmar Mendes e Cristiano Zanin defenderam a necessidade de acesso integral às provas e a concessão de prazos adequados para a análise de mídias e relatórios.
Segundo a defesa de Bolsonaro, essas garantias fundamentais foram negadas à defesa do ex-presidente ao longo da ação penal de 8 de janeiro.
A Primeira Turma do STF condenou Bolsonaro, em setembro do ano passado, e ele foi preso em novembro. Posteriormente, em março, ele teve concedida a prisão domiciliar humanitária, em razão de problemas de saúde, e cumpre pena em sua casa no bairro do Jardim Botânico, em Brasília.
