Eleições 2026Contagem regressiva para o 2º turno
0dias
:
07horas
:
30min
:
16seg
Eleições

17% dos eleitores de Flávio dizem votar contra Lula, aponta Datafolha

Levantamento aponta queda do voto negativo e consolidação de escolha pelo nome preferido no segundo turno presidencial

5 min

15/10/2026 19:43 • Atualizado há 9 dias

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (15) mostra que 17% dos eleitores que declaram voto em Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais afirmam que a principal motivação é impedir um novo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT. O levantamento foi realizado entre terça-feira (13) e quarta-feira (14) em 153 municípios.

Continua depois da publicidade

Entre os que preferem Lula, 12% dizem escolher o petista para evitar a ida do senador ao Palácio do Planalto. Na amostra total, 78% dos entrevistados afirmam votar no nome que consideram melhor, enquanto 14% declaram que seu voto tem como objetivo principal derrotar o adversário, porcentual que, no caso de Flávio, caiu em relação à semana anterior.

Motivações do voto mudam em uma semana

De acordo com o Datafolha, há sete dias 25% dos eleitores do senador afirmavam votar para tirar Lula. Agora, o índice de voto motivado pela rejeição ao presidente entre apoiadores de Flávio recuou oito pontos, para os atuais 17%.

Entre os que escolhem Lula, o movimento é mais estável: 13% diziam na semana passada que votavam no petista para impedir a vitória do senador, contra 12% na nova rodada. O instituto avalia que o voto negativo continua presente, mas perde espaço para a escolha baseada na preferência pelo candidato.

Continua depois da publicidade

Polarização e rejeição seguem altas

A polarização permanece intensa. Segundo o Datafolha, 46% dos eleitores afirmam que não votariam em Lula de jeito nenhum, enquanto 44% dizem o mesmo sobre Flávio Bolsonaro. Os números indicam rejeições muito próximas entre os dois rivais.

Na pesquisa anterior, feita logo após o primeiro turno, o presidente tinha os mesmos 46% de rejeição, e o senador, 43%, cenário considerado empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. A diferença entre os índices continua pequena nesta nova rodada.

Avaliação do governo e da atuação de Lula

Outro levantamento do Datafolha, realizado de terça-feira (13) a quinta-feira (15), mostra que 41% dos entrevistados avaliam o governo Lula como ruim ou péssimo. Já 35% consideram a administração ótima ou boa, e 23% a classificam como regular.

Continua depois da publicidade

Na rodada anterior, 40% apontavam o governo como ruim ou péssimo, 35% o avaliavam como ótimo ou bom e 24% o viam como regular. A variação ficou dentro da margem de erro. A aprovação pessoal do presidente também se mantém estável: 50% reprovam Lula e 48% o aprovam, ante 49% e 48%, respectivamente, uma semana antes.

Cenário da disputa a dez dias do segundo turno

A dez dias do segundo turno da eleição presidencial, Flávio Bolsonaro tem 51% das intenções de votos válidos, contra 49% de Lula. A diferença de dois pontos configura empate técnico, já que a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Na pesquisa anterior, o senador marcava 52% dos votos válidos e o presidente, 48%. A Justiça Eleitoral considera apenas votos válidos, sem brancos e nulos, para definir o resultado oficial, e os levantamentos também excluem indecisos desse cálculo.

Continua depois da publicidade

Nos votos totais, que incluem brancos, nulos e indecisos, Flávio aparece com 47%, e Lula, com 45%. Há uma semana, o primogênito de Jair Bolsonaro tinha 49%, ante os mesmos 45% do presidente. A queda do senador se refletiu nos brancos e nulos, que oscilaram de 5% para 6%, e nos indecisos, que passaram de 1% para 2%.

Vantagens regionais e por segmento social

Do ponto de vista regional, Flávio Bolsonaro mantém vantagem no Sudeste, região que reúne 42% da amostra do Datafolha e é prioridade das duas campanhas. Ali, o senador tem 51% dos votos totais, contra 41% de Lula, porcentual semelhante ao registrado na semana passada.

O candidato do PL também lidera entre eleitores com renda de 2 a 5 salários mínimos, grupo que representa 37% dos entrevistados. Nesse segmento de classe média, Flávio marca 55%, enquanto Lula soma 40% das intenções de voto.

Continua depois da publicidade

No Sul, que responde por 14% da amostra, o senador abre ainda mais frente: 57% a 35% nos votos totais. Entre evangélicos, que compõem 30% dos consultados, ele também lidera, com 62% a 29%, apesar de ter oscilado sete pontos para baixo nesse público em relação à pesquisa anterior. A margem de erro específica para o segmento evangélico é de quatro pontos.

Lula compensa com desempenho melhor em outros grupos. Entre os 47% de eleitores mais pobres, o presidente lidera por 53% a 38%. Entre católicos, que são 48% da amostra, o petista tem 52%, contra 42% de Flávio.

O presidente também se destaca entre os 27% de eleitores com menor escolaridade, com 56% a 36%, e no Nordeste, que reúne 27% dos entrevistados, onde vence por 61% a 32%. Na divisão por gênero, Lula tem 49% a 40% entre as mulheres, que correspondem a 51% da amostra, enquanto Flávio lidera entre os homens, com 52% a 40%.

Continua depois da publicidade

Metodologia dos levantamentos

A pesquisa sobre intenção de voto, motivações do eleitor e perfil por segmento ouviu 2.520 pessoas entre terça (13) e quarta-feira (14) em 153 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para o total da amostra, para mais ou para menos, e a pesquisa foi encomendada pela Folha de S.Paulo.

O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-00466/2026. Os dados de avaliação do governo e de aprovação pessoal de Lula foram obtidos em outro estudo do Datafolha, realizado de terça (13) a quinta-feira (15), também com margem de erro de dois pontos percentuais para o conjunto dos entrevistados.

Como funciona uma pesquisa eleitoral

As sondagens de intenção de voto seguem critérios estatísticos para representar a composição do eleitorado nacional por renda, escolaridade, idade e região. Entender a metodologia, as amostras e o financiamento dos levantamentos é essencial para acompanhar o cenário político, sendo possível verificar como funcionam as pesquisas eleitorais e quem paga por elas.

Continua depois da publicidade

Como identificar pesquisas falsas

Com a proximidade do pleito, a circulação de levantamentos não registrados ou adulterados tende a aumentar nas redes sociais. Para evitar desinformação, é fundamental consultar o registro oficial no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e saber como identificar pesquisas eleitorais falsas antes de compartilhar dados sobre a disputa.

Veja as propostas dos candidatos