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Caiado critica pedido de Flávio para EUA adiarem taxação: ‘Inaceitável’

Declaração ocorreu no evento Agenda dos Presidenciáveis 2026, realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em Brasília

Da redação
DA REDAÇÃO

08/07/2026 • 14:27 • Atualizado em 08/07/2026 • 15:54

Ronaldo Caiado, pré-candidato à Presidência da República, em entrevista ao Canal Livre

Ronaldo Caiado, pré-candidato à Presidência da República, em entrevista ao Canal Livre

Reprodução/Band

O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), pré-candidato à Presidência da República, criticou nesta quarta-feira (8) o senador Flávio Bolsonaro (PL) por sugerir o adiamento do tarifaço dos Estados Unidos ao Brasil para depois das eleições. Segundo ele, o posicionamento do parlamentar é “inaceitável”.

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A declaração ocorreu no evento Agenda dos Presidenciáveis 2026, realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em Brasília.

“Você vê falhas de um candidato, e com todo o respeito a ele, do Flávio, em se colocar também numa sessão nos Estados Unidos e dizer que adie a tarifação a partir da eleição”, disse Caiado. “É inaceitável isso. Você tem que estar dentro de um jogo para saber qual é o peso e o significado do país.”

Segundo o pré-candidato ao Planalto pelo PSD, a atitude de Flávio foi “infeliz”. “Toda a articulação em torno do tarifaço, o que nós precisamos é ter um governante que defenda o Brasil, e não os seus interesses pessoais".

Sobre o filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro, e a candidatura do filho do ex-presidente, Ronaldo Caiado afirmou que “está sendo construída da maneira que Lula deseja”.

Pedido de Flávio

Na semana passada, Flávio Bolsonaro sugeriu ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) que a decisão sobre a tarifa de 25% contra o Brasil seja adiada para depois das eleições.

No documento, ele argumenta: "recompensaria os próprios infratores que deveria punir" e daria ao governo Lula "exatamente a vitória política que vem arquitetando".

Flávio sustenta que o governo passou a agir de forma deliberada para provocar os Estados Unidos e garantir a manutenção das tarifas. Isso porque a pressão comercial teria se mostrado eleitoralmente favorável ao presidente.

"O confronto com os Estados Unidos é, para o titular do cargo, tanto um ativo político doméstico quanto uma inclinação ideológica natural. O único partido beneficiado pela ação proposta é o governo responsável pela própria conduta que a ação alega combater", diz o documento.